Lula destaca educação como pilar contra o autoritarismo

Durante fórum com reitores Brasil-África, presidente defende pensamento crítico e anuncia investimentos milionários em cooperação acadêmica.

Fonte: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - 20

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Lula destaca educação como pilar contra o autoritarismo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (25), que a educação é a ferramenta central para a formação da consciência crítica e o combate às desigualdades sociais. Durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília, o mandatário declarou que o poder transformador das universidades é visto como uma ameaça pela extrema direita. Segundo o presidente, setores autoritários buscam cercear a autonomia acadêmica, a diversidade e o avanço da ciência para manter estruturas de dominação.

O evento, que reúne líderes universitários brasileiros e africanos, serviu para reafirmar o compromisso do governo federal com a integração científica. Lula reforçou que o pensamento crítico deve caminhar junto ao enfrentamento de problemas históricos, como o racismo, a misoginia e a xenofobia. O presidente também reiterou que as universidades brasileiras e africanas devem atuar como bastiões da resistência democrática frente a tentativas de censura e retrocessos institucionais.

Investimentos e tecnologia

O encontro foi marcado pelo anúncio de novos investimentos voltados à cooperação internacional. O governo federal oficializou acordos do programa Capes Move África, que destinará 47,4 milhões de reais para trazer 2,6 mil pós-graduandos africanos ao Brasil a partir de 2027. Além disso, o presidente enfatizou a importância de combater o “colonialismo digital”, defendendo o desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial que respeitem a soberania dos países e as línguas locais.

Para viabilizar a colaboração tecnológica, foram anunciadas duas novas linhas de financiamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial: 20 milhões de dólares para projetos conjuntos e 10 milhões de dólares para o uso compartilhado de infraestruturas brasileiras de computação. A expectativa é que o fórum consolide a educação superior como eixo estratégico nas relações bilaterais, fortalecendo acordos em setores como agricultura, energias renováveis, mineração e aeroespacial.

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