Rosi Marri defende creches e apoio às mães em Rondônia

No Sábado Show, candidata a deputada federal pelo PSB relata dificuldades para concluir os estudos e apresenta propostas para educação e cuidado materno.

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Rosi Marri defende creches e apoio às mães em Rondônia

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A ampliação de creches, o atendimento integrado às famílias de pessoas com deficiência e o apoio às mulheres que precisam conciliar trabalho, estudo e maternidade estão entre as propostas apresentadas por Rosi Marri (PSB), candidata a deputada federal por Rondônia. Em entrevista ao Sábado Show, da News TV, no dia 19 de setembro, ela relacionou essas prioridades à própria trajetória.

Pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia clínica, Rosi contou que interrompeu os estudos após se tornar mãe aos 16 anos. Retomou a formação aos 23 e ingressou na faculdade aos 32. Segundo ela, a falta de uma rede de apoio dificultou a continuidade da vida escolar.

“Eu não tive essa rede de apoio. Por isso que me atrapalhou os meus estudos. Porque eu não tinha com quem deixar meus filhos”, relatou.

A conversa, disponível na edição do Sábado Show com Rosi Marri, também abordou serviço público, violência contra as mulheres e dificuldades enfrentadas na campanha.

Da interrupção dos estudos à formação em Pedagogia

Natural do Paraná, Rosi chegou a Porto Velho ainda adolescente, acompanhando a família. Segundo seu relato, as mudanças frequentes de cidade durante a infância prejudicaram a permanência na escola.

O incentivo para retomar os estudos veio também da família do pai de seus filhos, formada por professores. Mais tarde, já na graduação, escolheu a gravidez na adolescência como tema do trabalho de conclusão de curso.

A experiência pessoal, afirmou, ajudou a compreender as dificuldades de outras mulheres que precisam interromper a formação para cuidar dos filhos.

“Eu vejo a dificuldade que é para as adolescentes, quando engravidam, voltarem a estudar. Para mim, foi muito difícil”, disse.

Ao falar sobre educação de jovens e adultos, defendeu o incentivo a quem está fora da sala de aula e acredita que passou da idade de aprender. “Nunca é tarde para aprender”, afirmou.

Creches para quem precisa trabalhar e estudar

Rosi apresentou como prioridade a destinação de emendas para construção e ampliação de creches, com atendimento em tempo integral e alternativas para mães que estudam ou trabalham à noite.

Na avaliação da candidata, a distância entre a residência e os serviços disponíveis também precisa ser considerada. Ela questionou como uma mulher sem familiares por perto consegue manter os estudos quando não tem onde deixar os filhos.

“Principalmente para aquela mãe solo que tem que trabalhar e não tem uma creche de tempo integral para deixar o seu filho”, destacou ao explicar o público que pretende atender.

O apoio a quem exerce cuidados não remunerados também integra a Política Nacional de Cuidados. Entre suas diretrizes estão a ampliação de serviços, como creches e atendimento a pessoas com deficiência, e a redução da sobrecarga das famílias, especialmente das mulheres.

Atendimento integrado e suporte às cuidadoras

Outra proposta apresentada foi a criação de um centro integrado para atender às necessidades de famílias de pessoas com deficiência, incluindo mães de pessoas autistas.

Rosi defendeu a concentração de serviços em um mesmo espaço para reduzir deslocamentos, gastos e dificuldades na busca por atendimento. Citou fisioterapia, avaliações e emissão de laudos entre as demandas que ouviu durante conversas com famílias.

“Precisamos cuidar dessa mãe também, sabe? Precisamos dar esse suporte para essa mãe também”, afirmou.

A candidata também defendeu apoio financeiro às mulheres que deixam o trabalho para se dedicar ao cuidado dos filhos. Na entrevista, não detalhou valores, critérios de acesso ou fontes de financiamento para essa proposta.

Segundo ela, as políticas públicas precisam considerar tanto as necessidades de quem recebe cuidado quanto as condições de vida de quem cuida.

Educação básica e valorização dos professores

Ao recordar o início da carreira em sala de aula, Rosi relatou que encontrou crianças sem materiais escolares básicos. Disse que chegou a utilizar parte do próprio salário para comprar cadernos e lápis.

O contraste entre a formação universitária e as condições de trabalho, contou, provocou desânimo, mas também a motivou a buscar especialização.

Para a candidata, a melhoria do ensino depende de investimentos desde as primeiras etapas da educação, alimentação adequada, estrutura escolar e valorização dos professores.

Ela também defendeu que o incentivo à aprendizagem alcance pessoas adultas que não tiveram oportunidade de concluir os estudos.

Enfrentamento à violência contra as mulheres

Rosi incluiu o enfrentamento à violência contra as mulheres entre suas prioridades. Durante a conversa, chamou atenção para agressões que não deixam marcas físicas, como humilhações, ameaças e tentativas de silenciamento.

“Eu quero ser a voz dessas mulheres”, declarou.

A candidata afirmou que pretende representar mães solo, mães de pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência, aproximando essas demandas do debate político.

Críticas ao apoio do partido na campanha

Na parte política da entrevista, Rosi afirmou que decidiu disputar uma eleição depois de anos trabalhando nos bastidores de campanhas. Disse que aceitou o convite por considerar necessário transformar sua insatisfação em participação direta.

Ela também criticou o apoio recebido do PSB. Segundo seu relato, até a data da entrevista não havia recebido os recursos partidários esperados para a campanha e seguia com a ajuda de amigos e apoiadores.

“Nós estamos levando nossa candidatura na raça, na garra, na fé, com os amigos, com os apoiadores que não desistiram da gente”, afirmou.

Rosi questionou os critérios de distribuição de recursos e relatou mudanças na direção partidária que, segundo ela, trouxeram insegurança aos candidatos. O material da entrevista não inclui manifestação do PSB sobre essas declarações.

Apesar das dificuldades, afirmou que manteria a candidatura. “Apesar de tudo que aconteceu com o partido, mas estamos aqui prontos para seguir em frente, independente de qualquer resultado”, declarou.

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