“Não me arrependo”, diz diretor ao anunciar exoneração

Em Porto Velho, ex-diretor de unidade socioeducativa associa saída do cargo a vídeo em que cobriu pichação atribuída a uma facção; motivo não foi confirmado.

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“Não me arrependo”, diz diretor ao anunciar exoneração

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  • O ex-diretor de unidade socioeducativa de Porto Velho, Daniel Queiroz, o Caveira, anunciou nas redes sociais que foi exonerado por decreto de 13 de outubro de 2026.
  • Ele relacionou a exoneração ao episódio em que repintou, em 6 de outubro, um muro da instituição para cobrir pichações atribuídas a facção criminosa, afirmando que voltaria a fazer o mesmo.
  • Caveira disse que continuará o trabalho preventivo com jovens e comunidade, enquanto o motivo oficial da exoneração ainda aguarda esclarecimento da Fease.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

“Não me arrependo. Faria novamente.” Foi com essas palavras que o agora ex-diretor de uma unidade socioeducativa de Porto Velho, Daniel Queiroz, conhecido como Caveira, defendeu a decisão de cobrir uma pichação no muro da instituição ao anunciar, nas redes sociais, que foi exonerado do cargo.

Segundo as informações encaminhadas à reportagem, a exoneração consta em decreto de 13 de outubro de 2026. Uma semana antes, no dia 6, ele havia publicado um vídeo no qual repintava o muro para apagar inscrições que atribuiu a integrantes de uma facção criminosa.

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No pronunciamento sobre a saída, Caveira retomou o episódio e afirmou que a iniciativa representava uma defesa da instituição, da comunidade e dos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo.

“A gente foi até lá para repintar e dizer, com essa atitude, que a nossa instituição tem que ser respeitada, que a comunidade tem que ser respeitada”, declarou.

Ao relacionar a pintura do muro à perda do cargo, resumiu: “E esse foi o resultado. A direção acabou, mas o trabalho vai continuar.”

Embora o ex-diretor sugira uma ligação entre os dois acontecimentos, não há confirmação oficial de que o vídeo ou a retirada da pichação tenham motivado a exoneração. O relato apresentado não inclui uma justificativa administrativa para a decisão.

Caveira afirmou que a saída da direção não encerra seu compromisso com os jovens. Segundo ele, as ações preventivas nas escolas e o trabalho com a comunidade terão continuidade.

“O trabalho preventivo dentro das escolas vai continuar. O nosso compromisso com a juventude vai continuar. O nosso compromisso com a comunidade, com o cidadão, vai continuar”, disse.

Sem citar nomes ou apontar diretamente responsáveis pela exoneração, ele afirmou que não pretende culpar ninguém. Reforçou, porém, que voltaria a pintar o muro.

“Não vou culpar ninguém. Cada um sabe o que faz. Não me arrependo. Faria novamente por respeito à instituição, à comunidade, ao povo, à nossa juventude.”

O motivo oficial da saída ainda depende de esclarecimento da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease).

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