Cristian Monteiro conta trajetória na TV em Rondônia

No Sintonia 360, repórter relembra o início como jovem aprendiz, os desafios da cobertura policial e o apoio da família e dos colegas ao longo da carreira.

Fonte: News Rondonia

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Cristian Monteiro conta trajetória na TV em Rondônia

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Antes de sair às ruas com um microfone, Cristian Monteiro acompanhava pela televisão o trabalho que desejava fazer. O interesse pela reportagem policial surgiu na infância e o levou a procurar profissionais da área, conquistar oportunidades e começar como jovem aprendiz no Grupo SGC, em Rondônia.

Em entrevista ao Sintonia 360, da News TV, no sábado, 19 de setembro, o repórter contou como passou do trabalho no portal de notícias à equipe do Plantão de Polícia, da RedeTV! Rondônia. Também falou sobre apuração, riscos nas coberturas, campanhas solidárias e o apoio que recebeu após a morte do pai.

“Sempre tive essa paixão por televisão e principalmente também por reportagens policiais”, afirmou.

A conversa integra a edição do Sintonia 360 com Cristian Monteiro, dedicada à sua trajetória e aos bastidores da comunicação.

Do contato com a emissora à primeira oportunidade

Cristian contou que começou a se aproximar da televisão ainda criança, depois de entrar em contato com o Plantão de Polícia. A convivência com os profissionais abriu espaço para conhecer a rotina da emissora e participar do programa.

Segundo ele, uma dessas oportunidades ocorreu em 2019, quando apresentou alguns minutos da atração. O incentivo fortaleceu o desejo de trabalhar na área.

Mais tarde, procurou a direção do grupo para falar sobre esse objetivo. A oportunidade profissional veio aos 15 anos, como jovem aprendiz no portal, inicialmente em atividades ligadas às redes sociais.

Com o tempo, passou a fazer testes para a televisão e recebeu o convite para cobrir as férias de um repórter. A experiência antecedeu sua entrada na equipe de reportagem.

Durante a entrevista, destacou o apoio de John Silva, tanto na abertura de oportunidades quanto nas orientações sobre o trabalho diante das câmeras.

“Ele que me abriu as portas, ele que me ensinou”, declarou.

O trabalho começa antes das gravações

A rotina descrita por Cristian vai além das entradas no ar. Ele também atua na produção do Plantão de Polícia, colaborando na busca de informações, seleção de imagens e organização das pautas.

Segundo o repórter, o expediente começa por volta das 6h50, com o levantamento dos acontecimentos e o contato com outros profissionais. Depois, a equipe sai para gravar e retorna à emissora para preparar o material que será exibido.

O trabalho continua no estúdio, durante o programa, e na preparação das pautas seguintes. A cobertura inclui acontecimentos de Porto Velho e informações de municípios do interior.

“Não é só chegar ali, botar um paletó, pegar o microfone e falar”, resumiu.

Para ele, a responsabilidade principal é conferir o que será apresentado ao público. “Não pode estar trazendo ali um fato que não aconteceu”, afirmou.

A preocupação com a verificação também está no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que estabelece o compromisso com a verdade e a apuração precisa dos acontecimentos.

Reportagens que mobilizam ajuda

Entre as coberturas que marcaram o início da carreira, Cristian citou o incêndio em uma residência. Ao apurar o caso, descobriu que o imóvel pertencia a um amigo.

Segundo seu relato, a divulgação da situação e a participação dos telespectadores ajudaram a arrecadar cerca de R$ 7 mil para auxiliar na reconstrução da casa.

Ele também mencionou uma campanha que, conforme contou, reuniu R$ 6 mil em aproximadamente 15 minutos para ajudar um homem que havia perdido as pernas.

As mobilizações, explicou, incluem pedidos de alimentos, cestas básicas, cadeiras de rodas e apoio financeiro a pessoas que procuram o programa.

“O povo de casa tem um coração muito bom”, disse, ao atribuir os resultados à participação do público.

Riscos e imprevistos da cobertura policial

Cristian relatou que a reportagem policial envolve situações de tensão, ameaças e dificuldades durante as gravações. Segundo ele, o trabalho exige atenção às condições de segurança nos locais das ocorrências.

O repórter contou ter enfrentado ofensas enquanto tentava registrar uma reportagem. Também relembrou um episódio em que precisou repetir várias vezes uma gravação porque esquecia as informações diante da câmera.

Ao abordar essas experiências, destacou que a atividade demanda preparo e apuração, além da capacidade de lidar com imprevistos.

“A gente sempre tem que ser correto e imparcial com tudo, com tudo”, afirmou.

Apoio dos colegas e da família

A entrevista também abriu espaço para a vida pessoal. Cristian recordou o apoio recebido durante a internação e após a morte do pai, que acompanhava de perto o início de sua carreira.

Segundo ele, o pai fazia questão de levá-lo e buscá-lo na emissora, inclusive quando o trabalho terminava tarde. Ao lembrar dessa presença, destacou o incentivo recebido desde as primeiras oportunidades.

Cristian agradeceu à direção e aos colegas pela compreensão durante o período de luto. Citou especialmente John Silva, a jornalista Eliane Alves e sua mãe, Érica, como pessoas que lhe ofereceram acolhimento.

Sobre a presença de John nos momentos após a perda, afirmou: “Isso também eu sou grato e jamais vou esquecer”.

Faculdade e planos para apresentar

Entre os próximos objetivos, Cristian apontou a continuidade da graduação em Jornalismo e a ampliação do trabalho nas plataformas digitais.

Ele contou que já teve a oportunidade de dividir a apresentação do Plantão de Polícia e pretende desenvolver essa atuação, mantendo o aprendizado na reportagem e na produção.

“O meu sonho é chegar um dia a esse patamar, de apresentar o Plantão de Polícia”, disse.

O repórter também afirmou que deseja aprofundar seus conhecimentos e, futuramente, compartilhar com outras pessoas o que aprender na profissão. Para isso, pretende avançar de forma gradual: “Cada passo de uma vez”.

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