Governo federal reajusta Bolsa Família em 15% e eleva valor mínimo para R$ 691

Decreto assinado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva repõe a inflação medida pelo INPC, elevando também o benefício médio para R$ 777 a partir de 1 de outubro.

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Governo federal reajusta Bolsa Família em 15% e eleva valor mínimo para R$ 691
© Joédson Alves/Agência Brasil

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O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, correspondendo à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a medida, o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias passará de cerca de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio pago chegará a R$ 777. O decreto que oficializa a atualização foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira e publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com efeitos financeiros programados para começar a partir de 1 de outubro.

Durante cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período, buscando preservar o poder de compra da população atendida. Pelos cálculos do governo, a elevação nominal será próxima de R$ 100 por família, uma vez que o benefício médio anterior era de R$ 675.

Novos valores e projeções econômicas

O decreto também atualiza os valores específicos de modalidades que compõem o programa, garantindo que as famílias recebam quantias proporcionais ao número de integrantes e faixa etária. O Benefício de Renda de Cidadania passa a ser de R$ 164 pago por integrante da família, enquanto o Benefício Primeira Infância é reajustado para R$ 173 e o Benefício Variável Familiar passa a pagar o valor de R$ 58.

Presente no evento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a reposição dos valores evita perdas causadas pela inflação e protege as famílias mais vulneráveis contra a insegurança alimentar. Durigan apresentou ainda projeções indicando que o programa deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto em 2027, patamar inferior aos cerca de 1,5% registrados entre 2022 e 2023.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o percentual e o índice utilizado para o reajuste do Bolsa Família?
O reajuste foi de 15%, tendo como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor entre março de 2023 e agosto de 2026.

Quais serão os novos valores mínimo e médio do programa?
Com a atualização, o valor mínimo garantido passará para R$ 691, enquanto o valor médio pago às famílias alcançará R$ 777.

A partir de quando os novos valores começam a ser pagos?
O decreto entra em vigor na data da publicação, mas os efeitos financeiros e o pagamento com os novos valores passam a valer a partir de 1 de outubro.

 

Com informações de Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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