Ministro da Saúde alerta para crise de saúde pública provocada por mudanças climáticas globais

Alexandre Padilha aponta que expansão de vetores de doenças e ondas de calor exigem adaptação urgente dos sistemas de atendimento no país.

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Ministro da Saúde alerta para crise de saúde pública provocada por mudanças climáticas globais
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou os impactos das mudanças climáticas como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo e pediu adaptação urgente dos sistemas de saúde.
  • Padilha citou estimativa da OMS de que 1 em cada 4 mortes globais está ligada às alterações do clima, mencionou a expansão do Aedes aegypti para o Reino Unido e o avanço do mosquito da dengue para o Sul do Brasil, além do aumento de doenças crônicas e cardiovasculares por ondas de calor extremo.
  • Sobre eventos climáticos extremos como as inundações no Rio Grande do Sul em 2024, o ministro afirmou que o país está mais bem preparado, mas deve manter o estado de alerta, e destacou que os efeitos do El Niño devem ser sentidos intensamente no Brasil de setembro de 2026 a março de 2027.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma verdadeira crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, o titular da pasta avaliou como urgente a necessidade de adaptação rápida dos sistemas de saúde para enfrentar o avanço dos problemas ambientais. O representante federal destacou que a Organização Mundial da Saúde prevê que 1 em cada 4 mortes registradas globalmente está relacionada, de alguma forma, às alterações do clima.

Padilha lembrou que o Reino Unido já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente encontrado em países tropicais como o Brasil, demonstrando a alteração geográfica. O ministro citou o aumento da temperatura média como fator determinante para a expansão do mosquito da dengue no Sul do país, incluindo o estado do Rio Grande do Sul. Além disso, alertou sobre a alta incidência de doenças crônicas e cardiovasculares provocadas diretamente pelas ondas de calor extremo que atingem diferentes regiões.

Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos extremos como as inundações no Rio Grande do Sul em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado. Contudo, ponderou que todo cuidado é necessário e defendeu a manutenção do estado de alerta. Dados do ministério indicam que em 2026 os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma intensa no Brasil a partir deste mês, com impactos previstos até março de 2027.

Perguntas frequentes

Quem é o atual ministro da Saúde que concedeu a coletiva de imprensa?
Alexandre Padilha.

Qual é a proporção de mortes globais relacionadas às mudanças climáticas segundo a OMS?
Uma em cada quatro mortes.

Qual fenômeno climático deve afetar o Brasil intensamente a partir de setembro de 2026?
O El Niño.

Em qual ano ocorreram as graves inundações que devastaram boa parte do território gaúcho?
Em 2024.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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