Programa leva mais de 13 mil atendimentos a áreas indígenas

Iniciativa do Ministério da Saúde abrange territórios no Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará durante o mês de junho com foco em diversas especialidades.

Fonte: Agência Brasil - 20

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Programa leva mais de 13 mil atendimentos a áreas indígenas
© AgSUS/ Divulgação

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O programa Agora Tem Especialistas realiza, ao longo de junho, uma força-tarefa para oferecer mais de 13 mil atendimentos, entre consultas, exames e cirurgias, em comunidades indígenas. Executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), as ações buscam levar a assistência especializada para dentro dos territórios, promovendo a equidade e reduzindo as desigualdades no acesso aos serviços de saúde.

Foco em atendimento especializado

A programação contempla uma ampla gama de áreas médicas, incluindo pediatria, ginecologia, obstetrícia, cardiologia, dermatologia e clínica médica. Um dos destaques é a realização de cirurgias oftalmológicas em diversas regiões. A iniciativa conta com o apoio estratégico de instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein, o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta e a ONG Zoé, garantindo que o cuidado respeite as especificidades culturais de cada povo.

Cronograma nos territórios

A operação possui pontos de atuação distribuídos estrategicamente pelo país:

Pernambuco e Ceará: O território Xukuru do Ororubá recebe mutirão de oftalmologia até o dia 20 de junho, com cirurgias de catarata e pterígio agendadas para o início de julho. Polo-bases no Ceará também serão atendidos.

Amapá e Pará: A Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá será base para consultas especializadas e exames, enquanto o território Tumucumaque contará com equipes de clínica médica, pediatria e odontologia.

Terra Indígena Zo’é: A comunidade receberá suporte médico nos dias 20 e 21 de junho, contando com a presença de profissionais fluentes na língua local para facilitar a mediação cultural.

Desde a criação da estratégia, em agosto de 2025, o programa já executou 14 mutirões. Segundo André Longo, diretor-presidente da AgSUS, o objetivo é diminuir o tempo de espera e fortalecer a integralidade do atendimento. Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, reforça que a iniciativa representa um compromisso fundamental do Sistema Único de Saúde em aproximar a rede especializada das áreas mais remotas.

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