Porto Velho avança no mapeamento do Aedes para Método Wolbachia

Coleta de ovitrampas em 27 bairros permite analisar ovos do Aedes aegypti e identificar áreas com maior infestação antes da implantação da tecnologia.

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Porto Velho avança no mapeamento do Aedes para Método Wolbachia
Fotos: Simone Rios

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Porto Velho avançou em uma etapa preparatória para a futura implementação do Método Wolbachia. Após a instalação de ovitrampas em imóveis de 27 bairros prioritários, equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) começaram a recolher o material para análise.

As ovitrampas são armadilhas utilizadas para identificar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre cinco e sete dias depois da instalação, os agentes retornam aos imóveis para recolher as paletas onde os mosquitos depositam os ovos.

O material é encaminhado à equipe de entomologia municipal, responsável pela contagem dos ovos com auxílio de microscópio. Os dados ajudam a identificar regiões com maior presença do mosquito e a formar um diagnóstico para orientar as próximas etapas do trabalho.

Como funciona a coleta das ovitrampas

Após a instalação das armadilhas, os agentes aguardam de cinco a sete dias antes de retornar aos imóveis. Nesse período, os mosquitos podem depositar ovos nas paletas instaladas dentro das ovitrampas. O material recolhido é levado para análise laboratorial, onde os ovos são contabilizados.

Segundo Geisa Brasil, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, o levantamento permite conhecer melhor a presença do mosquito em diferentes regiões de Porto Velho.

A análise dos dados contribui para direcionar as estratégias de controle do Aedes aegypti e identificar áreas que exigem maior atenção.

Porto Velho ainda não iniciou a liberação de mosquitos com Wolbachia

A etapa atual é de preparação e não envolve a liberação de mosquitos com Wolbachia.

O levantamento realizado com as ovitrampas servirá como base para a futura implantação da tecnologia. O Método Wolbachia utiliza Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, capaz de dificultar o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya no mosquito.

Com isso, a tecnologia busca reduzir a capacidade de transmissão desses vírus pelo Aedes aegypti. A iniciativa reúne a Semusa, o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a Wolbito do Brasil, com apoio da Fiocruz Rondônia.

Mapeamento orientará próximas ações

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que o levantamento busca construir uma base técnica para a implantação da tecnologia.

A partir dos dados coletados, será possível conhecer a distribuição do mosquito e orientar ações de prevenção e controle de forma mais direcionada.

O prefeito Léo Moraes também ressaltou a utilização de ciência, tecnologia e planejamento como ferramentas para fortalecer as ações contra as arboviroses.

A Prefeitura reforça, porém, que a preparação para o Método Wolbachia não substitui os cuidados adotados atualmente pela população.

Combate ao mosquito continua

A Semusa orienta os moradores a continuar eliminando recipientes que possam acumular água parada, um dos principais cuidados para reduzir criadouros do Aedes aegypti.

A população também deve permitir o acesso dos agentes de saúde às residências durante as atividades de monitoramento.

A coleta das ovitrampas representa mais uma etapa do levantamento necessário para compreender a presença do mosquito em Porto Velho. Os resultados serão utilizados no planejamento das próximas fases relacionadas ao Método Wolbachia.

Com informações de Jhon Silva

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