Porto Velho usa ovitrampas para mapear mosquitos antes da Wolbachia

Armadilhas instaladas em 27 bairros medem a presença do Aedes aegypti e ajudam a planejar a futura implementação do Método Wolbachia na capital.

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Porto Velho usa ovitrampas para mapear mosquitos antes da Wolbachia
Fotos: Simone Rios / Semus

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  • A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semusa, iniciou em 10 de agosto uma etapa de pesquisa e diagnóstico com ovitrampas em 27 bairros prioritários para mapear a infestação de Aedes aegypti.
  • As ovitrampas são armadilhas instaladas nas residências para atrair fêmeas do mosquito, permitir a contagem de ovos e construir um mapa da circulação do vetor antes da futura implementação do Método Wolbachia.
  • O Método Wolbachia ainda não foi implantado na cidade, não há liberação de mosquitos nesta fase, e a população deve continuar eliminando recipientes com água parada para prevenir dengue, zika e chikungunya.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), iniciou nesta segunda-feira (10) uma etapa preparatória para o combate à dengue, zika e chikungunya. A ação utiliza ovitrampas para mapear a quantidade de mosquitos Aedes aegypti em 27 bairros prioritários da capital.

O trabalho atual não envolve a liberação de mosquitos. Trata-se de uma etapa de pesquisa e diagnóstico que busca identificar os níveis de infestação antes da futura implementação do Método Wolbachia em Porto Velho.

As ovitrampas são armadilhas instaladas em pontos estratégicos das residências. Elas atraem fêmeas do Aedes aegypti para a postura de ovos, permitindo que as equipes de saúde façam a contagem e avaliem a presença do mosquito em diferentes regiões.

Ovitrampas ajudam a mapear infestação

Nesta primeira fase, as armadilhas são utilizadas exclusivamente para medir a quantidade e observar o comportamento dos mosquitos presentes na cidade.

Os dados coletados devem permitir que a equipe técnica da Semusa construa um mapa da circulação do vetor da dengue nos bairros contemplados pela ação.

Esse diagnóstico será utilizado no planejamento das próximas etapas do projeto. Quando o Método Wolbachia for efetivamente implementado, as ovitrampas continuarão sendo utilizadas para acompanhar o avanço e a presença dos mosquitos com Wolbachia no ambiente.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, explica que a medição inicial é necessária para orientar o trabalho futuro.

“Nesta fase em que estamos, o Método Wolbachia ainda não foi implementado. Trata-se de uma etapa de pesquisa essencial, onde medimos a quantidade de mosquitos da dengue comuns para entender a realidade de cada localidade.”

Segundo Geisa, os resultados poderão ajudar a definir quais regiões precisarão de maior volume de liberação quando essa etapa começar e permitirão acompanhar o comportamento da nova população de mosquitos.

O que é o Método Wolbachia?

O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. A estratégia busca reduzir a capacidade desses mosquitos de transmitir os vírus da dengue, zika e chikungunya.

A bactéria é transmitida entre os mosquitos durante a reprodução. Com a continuidade do processo, a população de Aedes aegypti com Wolbachia pode se estabelecer no ambiente, contribuindo para reduzir a transmissão das arboviroses.

Em Porto Velho, a utilização das ovitrampas neste momento serve para estabelecer uma referência sobre a situação da cidade antes da eventual liberação dos mosquitos com Wolbachia.

Prefeitura destaca planejamento

O prefeito Léo Moraes afirmou que a utilização das armadilhas faz parte de um planejamento baseado em dados para preparar a cidade para uma futura aplicação da tecnologia.

“Antes de introduzir qualquer nova tecnologia, precisamos conhecer a fundo o nosso território.”

Segundo o prefeito, o levantamento permite identificar a presença do mosquito na capital e organizar as próximas etapas do projeto.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, também destacou a participação dos moradores dos 27 bairros contemplados.

A orientação é que os residentes permitam a entrada dos agentes para a instalação e a verificação das ovitrampas. A secretária também reforçou que as medidas tradicionais de prevenção continuam necessárias.

Entre elas está a eliminação de recipientes que possam acumular água parada nos quintais, ambiente que favorece a reprodução do Aedes aegypti.

O que muda para os moradores?

Neste momento, os moradores dos bairros contemplados participam apenas da etapa de diagnóstico por meio das ovitrampas. Não há liberação de mosquitos como parte dessa fase, conforme as informações divulgadas pela Semusa.

O levantamento permitirá conhecer melhor a distribuição do Aedes aegypti em Porto Velho e servirá de base para o planejamento da futura implementação do Método Wolbachia.

A Prefeitura reforça que, enquanto o projeto avança, a população deve continuar adotando medidas para evitar a proliferação do mosquito, principalmente eliminando recipientes com água parada.

FAQ

O Método Wolbachia já foi implementado em Porto Velho?
Não. A etapa iniciada em 10 de agosto é de pesquisa e diagnóstico. Neste momento, não há liberação de mosquitos.

Para que servem as ovitrampas?
As armadilhas atraem fêmeas do Aedes aegypti para a postura de ovos e permitem medir a presença e a quantidade de mosquitos nas áreas monitoradas.

Quantos bairros participam do mapeamento?
A ação contempla 27 bairros prioritários de Porto Velho.

A população ainda precisa combater a água parada?
Sim. A eliminação de recipientes que acumulam água continua sendo uma medida importante para reduzir a proliferação do Aedes aegypti.

Com informações de Simone Rios

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