Tiago André debate concursos públicos e falta de efetivo em Rondônia

No Ponto & Contraponto, servidor da Defensoria Pública analisa convocações, cursos de formação e desafios enfrentados por candidatos e pela segurança pública.

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Tiago André debate concursos públicos e falta de efetivo em Rondônia

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Os desafios dos concursos públicos em Rondônia, principalmente nas carreiras da segurança pública, foram tema do programa Ponto & Contraponto. O convidado Tiago André Costa Ribeiro falou sobre sua trajetória como concurseiro, a espera por novas convocações e as dificuldades enfrentadas por candidatos que chegam às etapas finais dos certames.

Servidor concursado da Defensoria Pública de Rondônia há nove anos, Tiago afirmou que ficou em quarto lugar no concurso que garantiu seu ingresso na instituição. Mesmo depois da posse, continuou estudando e atualmente aguarda desdobramentos de outras seleções.

Durante a entrevista, ele informou estar aprovado para delegado da Polícia Civil e oficial da Polícia Militar de Rondônia, além de analista da Defensoria Pública.

A conversa com o delegado Sandro também abordou a situação dos concursos da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Politec.

Candidatos aguardam novas convocações

Um dos principais pontos discutidos foi a expectativa pela formação de novas turmas nos concursos da segurança pública.

Tiago criticou situações em que candidatos passam por diversas fases do certame, incluindo provas, testes físicos, avaliações psicológicas e exames, mas terminam o processo aguardando convocação para o curso de formação.

Para candidatos de outros estados, segundo ele, a situação ainda envolve despesas com passagens, hospedagem e exames.

O convidado também questionou o número de delegados convocados para a primeira formação da Polícia Civil e defendeu ampliação do efetivo.

Durante o programa, Sandro relatou que a falta de profissionais pode levar delegados a responder temporariamente por várias unidades. Ele afirmou que já chegou a acumular seis delegacias durante um período de dez dias para permitir que colegas tirassem férias.

As informações numéricas e avaliações sobre necessidade de efetivo apresentadas durante a entrevista refletem as declarações dos participantes e não foram acompanhadas, no material fornecido, de documentação oficial para verificação independente.

Modelo dos cursos de formação entra em debate

O formato dos cursos de formação das carreiras policiais também foi questionado.

Sandro defendeu que a formação poderia ocorrer depois da posse, dentro do período de estágio probatório. Nesse modelo, o candidato aprovado seria nomeado e posteriormente passaria pela preparação profissional.

Na avaliação apresentada pelo delegado, quem não atingisse o desempenho necessário durante a formação poderia ser submetido aos procedimentos administrativos correspondentes no estágio probatório.

O argumento é que a mudança poderia evitar investimentos na formação de candidatos que posteriormente não ingressam ou permanecem na instituição.

O custo das academias também foi debatido. Os participantes defenderam planejamento para que novas turmas sejam formadas com eficiência e melhor aproveitamento dos recursos públicos.

Concursos mais frequentes

Outra proposta apresentada durante a conversa foi realizar concursos com maior frequência, mesmo que inicialmente ofereçam um número menor de vagas.

Na avaliação dos participantes, intervalos muito longos entre seleções podem contribuir para a redução do efetivo e dificultar a reposição de servidores que deixam as instituições por aposentadoria ou aprovação em outras carreiras.

A remuneração também apareceu como fator importante para retenção dos profissionais.

O programa discutiu situações em que servidores ingressam em uma instituição, recebem treinamento custeado pelo poder público e posteriormente são aprovados em outro concurso com remuneração considerada mais atrativa.

Preparação deve começar antes do edital

A entrevista também apresentou orientações para quem pretende entrar no serviço público.

Para Tiago, um dos erros é esperar a publicação do edital para começar a estudar.

A preparação, segundo ele, deve ser contínua. O candidato precisa construir uma rotina capaz de ser mantida durante meses ou até anos.

Durante a conversa, foi destacado que estudar três ou quatro horas com concentração pode produzir resultados melhores do que permanecer muitas horas diante do material sem aproveitamento adequado.

Tiago também falou sobre a importância de acompanhar alterações legislativas, revisar conteúdos e resolver questões.

Cada candidato precisa descobrir como aprende

Não existe um único método de preparação capaz de funcionar igualmente para todas as pessoas.

Durante o programa, foram citadas estratégias como anotações, resumos, mapas mentais, resolução de questões e revisões próximas à data da prova.

Os participantes ressaltaram ainda a necessidade de estudar disciplinas consideradas difíceis. Concentrar esforços apenas nos conteúdos de maior afinidade pode prejudicar o desempenho geral.

Língua portuguesa recebeu atenção especial durante a conversa. Para carreiras jurídicas, além das questões objetivas, o domínio do idioma influencia diretamente provas discursivas e a própria atividade profissional.

Inteligência artificial exige atenção

O uso de inteligência artificial por estudantes também entrou no debate.

Sandro relatou uma situação em sala de aula na qual uma resposta obtida por meio de uma ferramenta de IA estava incorreta em relação ao conteúdo jurídico discutido.

A partir do episódio, os participantes defenderam que essas ferramentas podem funcionar como apoio, mas não devem substituir o estudo das fontes necessárias para uma prova.

O candidato também precisa verificar as respostas recebidas, principalmente quando estuda legislação, jurisprudência ou conteúdos sujeitos a alterações.

Valorização dos professores

Na parte final do programa, a conversa avançou para a valorização dos profissionais da educação.

Filho de professores, Tiago manifestou preocupação com a carreira docente e afirmou que a desvalorização pode afastar novos profissionais da área.

Os participantes também diferenciaram o papel da escola da responsabilidade familiar. Na avaliação apresentada durante o programa, professores desempenham papel fundamental na educação formal, enquanto a formação de valores e regras de convivência também depende da família.

Ao encerrar o debate, Sandro e Tiago deixaram uma recomendação para quem pretende conquistar uma vaga no serviço público: manter a preparação independentemente de promessas políticas ou da expectativa por um edital específico.

Para eles, concursos exigem disciplina, planejamento e persistência. A convocação pode depender da administração pública, mas a preparação permanece sob responsabilidade do candidato.

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