ONU: 4,9 milhões de crianças morreram em 2024; Brasil tem menor taxa em 34 anos

Apesar do progresso histórico no território brasileiro, relatório alerta para a desigualdade global e a desaceleração no ritmo de redução da mortalidade infantil.

Fonte: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - 20

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ONU: 4,9 milhões de crianças morreram em 2024; Brasil tem menor taxa em 34 anos
© Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

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  • Relatório da ONU aponta 4,9 milhões de mortes de crianças até 5 anos em 2024, maioria por causas evitáveis, sobretudo na África Subsaariana e Sul da Ásia.
  • Brasil atinge menores taxas de mortalidade infantil em 34 anos, mas desacelera e enfrenta violência como principal causa de morte de meninos adolescentes.
  • Unicef destaca que cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos futuros.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um relatório global do Grupo Interagencial da ONU (UN IGME), divulgado na terça-feira (17), revela que 4,9 milhões de crianças de até 5 anos morreram no planeta em 2024. O dado mais alarmante é que a maioria desses óbitos decorreu de causas evitáveis ou que demandavam tratamentos de baixo custo. Quase metade das mortes (2,3 milhões) ocorreu no período neonatal, tendo como principais causas a prematuridade (36%) e complicações no parto (21%).

A mortalidade infantil segue concentrada geograficamente: a África Subsaariana responde por 58% das mortes, seguida pelo Sul da Ásia com 25%. Em contraste, Europa e América do Norte somam apenas 9% dos registros. O levantamento também destaca que crianças nascidas em países em conflito têm três vezes mais chance de morrer antes dos cinco anos. Embora as mortes tenham caído pela metade desde 2000, o ritmo de redução desacelerou 60% na última década, colocando em risco as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

Avanços e Desafios no Brasil

O Brasil apresentou resultados notáveis, alcançando as menores taxas de mortalidade dos últimos 34 anos. Políticas como o Programa Saúde da Família e a vacinação foram fundamentais para essa trajetória.

Mortalidade Neonatal: Caiu de 25 por mil nascidos (1990) para 7 por mil (2024).

Mortalidade até 5 anos: Caiu de 63 por mil (1990) para 14,2 por mil (2024).

Entretanto, o país segue a tendência global de desaceleração. Além disso, a realidade brasileira impõe um desafio específico na adolescência (15 a 19 anos): enquanto no mundo os acidentes de trânsito e o suicídio lideram as causas de morte, no Brasil a violência é responsável por 49% das mortes de meninos.

Investimento com Retorno Econômico

O Unicef reforça que investir na saúde infantil é uma das medidas de melhor custo-benefício para as nações. Intervenções de baixo custo, como tratamento da desnutrição e assistência qualificada no parto, fortalecem economias. Estima-se que cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil gere até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos no longo prazo, aumentando a produtividade e reduzindo gastos públicos futuros.

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