Senado adia votação da PEC da Segurança Pública para analisar emendas sobre maioridade penal

Presidente da Casa retira texto de pauta para evitar debate açodado e buscar consenso entre parlamentares sobre propostas de alteração.

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Senado adia votação da PEC da Segurança Pública para analisar emendas sobre maioridade penal
© Lula Marques/Agência Brasil.

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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou de pauta em 15 de agosto a votação da PEC da Segurança Pública para evitar uma discussão acelerada e buscar consenso sobre emendas polêmicas.
  • As emendas 84, de Rogério Marinho, e 87, de Camilo Santana, tratam da redução da maioridade penal, propondo responsabilização a partir de 16 anos em geral ou apenas para crimes hediondos, e até 14 anos em casos de crimes mais graves.
  • A PEC da Segurança, de autoria do Poder Executivo, altera o Artigo 144 para constitucionalizar o SUSP, endurecer penas contra lideranças de facções e milícias, permitir polícias municipais civis, ampliar a atuação da PRF e garantir o repasse de 50% dos recursos do FNSP e do Funpen a estados e municípios.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, retirou de pauta nesta quinta-feira (15) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, aprovada previamente pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, estava pronta para ser apreciada no plenário, mas teve a deliberação adiada para a construção de um consenso em torno das emendas apresentadas pelos parlamentares.

Entre os pontos de maior divergência na Casa estão sugestões relativas à redução da maioridade penal no país. A emenda 84, de autoria do senador Rogério Marinho, propõe a redução da idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e participação em facções. Já a emenda 87, apresentada pelo senador Camilo Santana, sugere fixar a maioridade aos 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos. Segundo Alcolumbre, o adiamento visa impedir uma “discussão açodada” e não atendeu a pedidos diretos do governo federal.

De autoria do Poder Executivo, a PEC da Segurança altera o Artigo 144 da Constituição para constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e criar um pacto federativo de atuação integrada entre União, estados e municípios. O texto prevê ainda o endurecimento de penas e regimes restritos para lideranças de milícias e facções criminosas, autoriza a criação de polícias municipais de natureza civil, amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e assegura o repasse obrigatório de 50% das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) aos entes federados.

FAQ
Por que a votação da PEC da Segurança Pública foi retirada de pauta no Senado?
A votação foi adiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para evitar debates acelerados e buscar convergência sobre emendas polemicas, como a redução da maioridade penal.

Quais são as principais mudanças propostas no texto da PEC da Segurança?
A PEC prevê o fortalecimento do SUSP, regras mais duras contra chefes de facções, repasse obrigatório de 50% dos fundos de segurança aos estados e a possibilidade de criação de polícias municipais.

O que dizem as emendas apresentadas sobre a maioridade penal?
As emendas propõem a redução da maioridade penal para 16 anos ou até 14 anos em crimes de extrema gravidade e hediondos, tema que gera debates na base aliada e em entidades da sociedade civil.

 

Com informações de Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

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