Marcos Rogério propõe Hospital de Traumas em Ji-Paraná

Candidato ao Governo de Rondônia afirma que unidade deve atender vítimas de acidentes, oferecer reabilitação e reduzir transferência de pacientes para Porto Velho.

Fonte: Milena Santos

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Marcos Rogério propõe Hospital de Traumas em Ji-Paraná

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O candidato ao Governo de Rondônia Marcos Rogério (PL) propõe a implantação de um Hospital de Traumas em Ji-Paraná para ampliar o atendimento especializado às vítimas de acidentes no interior do estado.

A proposta integra o plano de governo apresentado pela coligação Juntos por Rondônia, que tem como candidato a vice-governador o delegado Rodrigo Camargo (Podemos).

Além do hospital, o projeto prevê um centro de reabilitação e um banco de órteses e próteses. A intenção, segundo o candidato, é oferecer atendimento mais próximo dos pacientes e reduzir a necessidade de deslocamento para Porto Velho.

Hospital seria financiado com recursos do Detran

Marcos Rogério afirma que o financiamento do projeto deverá contar com recursos do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), observadas as regras legais e orçamentárias.

A proposta apresentada pelo candidato é utilizar parte dos recursos relacionados ao sistema de trânsito para ampliar a assistência às vítimas de acidentes.

“Hoje, braço quebrado, perna quebrada, 70% dos pacientes com fraturas no estado de Rondônia está relacionado ao trânsito. Então nós vamos fazer um Hospital de Traumas em Ji-Paraná, financiado pelo Detran”, afirmou.

O candidato também defende que os recursos sejam direcionados para a implantação do hospital, do centro de reabilitação e do banco de órteses e próteses.

Acidentes de trânsito geram milhares de atendimentos

Dados do Detran-RO citados na proposta apontam que Rondônia registrou, em 2024, mais de 17 mil sinistros de trânsito e aproximadamente 11,8 mil pessoas feridas. As motocicletas responderam por 56% das vítimas, segundo os números apresentados.

Para Marcos Rogério, os dados reforçam a necessidade de ampliar a estrutura especializada para atendimento de pacientes traumatizados no interior.

Proposta busca regionalizar atendimento

A criação do Hospital de Traumas em Ji-Paraná também está relacionada à proposta de regionalização da saúde defendida pelo candidato.

Marcos Rogério argumenta que pacientes do interior não deveriam ser encaminhados para Porto Velho quando o procedimento necessário puder ser realizado em outra região do estado.

“Hoje toda a demanda, especialmente do interior, ela é canalizada para Porto Velho. Isso é um erro. Você não tem que mandar todo paciente do interior para Porto Velho”, declarou.

A proposta pretende descentralizar parte dos atendimentos especializados e, consequentemente, reduzir a pressão sobre a rede de saúde da capital.

Candidato cita ações realizadas no interior

Marcos Rogério também utiliza como exemplo recursos destinados durante seu mandato no Senado para o custeio da saúde em municípios do interior.

Segundo o candidato, os recursos possibilitaram a realização de procedimentos como cirurgias ortopédicas em Ouro Preto do Oeste e cirurgias oftalmológicas e gerais em Jaru.

Ele afirma que a proposta apresentada no plano de governo segue uma estratégia que já vem sendo aplicada em parceria com administrações municipais.

“Aquilo que eu estou dizendo e que eu trouxe no plano de governo, eu já estou fazendo na prática nessa parceria com os prefeitos dos municípios. Não é algo que eu estou inventando. É algo que nós já fazemos, já está funcionando”, afirmou.

Como funcionaria o Hospital de Traumas?

A proposta prevê que a unidade seja implantada em Ji-Paraná e tenha estrutura voltada principalmente ao atendimento de vítimas de acidentes e outros casos de trauma.

O projeto apresentado inclui três frentes:

  • Hospital de Traumas: atendimento especializado às vítimas;
  • Centro de reabilitação: continuidade do cuidado após os procedimentos;
  • Banco de órteses e próteses: suporte para pacientes que necessitem desses equipamentos.

O financiamento indicado pelo candidato dependerá das regras legais e orçamentárias aplicáveis.

Por se tratar de uma proposta de campanha, a eventual implantação da unidade dependerá da execução do plano de governo, da disponibilidade de recursos e dos procedimentos administrativos necessários.

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