Queimadas em outros estados afetam qualidade do ar em Rondônia

MPRO reuniu instituições nesta sexta-feira (28) para discutir fumaça de incêndios no Mato Grosso e Amazonas e ações conjuntas de monitoramento.

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveu nesta sexta-feira (28) uma reunião interinstitucional para discutir os efeitos das queimadas registradas no Mato Grosso e no Amazonas sobre a qualidade do ar em Rondônia.

O encontro virtual foi conduzido pela promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico (Gaema).

A reunião ocorreu durante o período de estiagem e teve como objetivo ampliar a articulação entre instituições dos três estados e órgãos federais diante do deslocamento de plumas de fumaça em direção a Rondônia.

Fumaça de queimadas chega a Rondônia

Segundo informações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), a fumaça de incêndios registrados no sul do Amazonas e no noroeste de Mato Grosso vem sendo transportada pela circulação atmosférica em direção ao território rondoniense.

O deslocamento das plumas pode aumentar a concentração de material particulado no ar e contribuir para a deterioração da qualidade atmosférica, com possíveis impactos à saúde da população.

A situação também está relacionada ao agravamento do cenário de queimadas observado em 2026.

Mato Grosso concentra maior número de focos

Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), citados durante a discussão, apontam Mato Grosso como líder nacional em focos de calor em 2026.

O estado acumulava 4.838 ocorrências desde janeiro até meados de agosto, conforme os dados apresentados.

No Amazonas, incêndios de grandes proporções foram registrados principalmente na região sul do estado, incluindo áreas próximas ao município de Apuí e trechos ao longo da rodovia Transamazônica (BR-230).

As condições atmosféricas podem favorecer o transporte da fumaça para outros territórios, fazendo com que incêndios registrados fora de Rondônia também provoquem efeitos sobre a qualidade do ar no estado.

Instituições discutem ações conjuntas

Durante a reunião, os participantes compartilharam informações sobre a situação das queimadas, condições atmosféricas, deslocamento das plumas e ações de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios.

Também foram discutidas estratégias para melhorar o compartilhamento de informações entre os órgãos e fortalecer uma resposta coordenada.

Participaram representantes do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), MPRO, Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF), Sedam, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Prevfogo/Ibama e Prevfogo do Amazonas.

Por que a cooperação entre estados é importante?

As queimadas e seus efeitos não ficam necessariamente restritos ao local onde o incêndio ocorre. A fumaça produzida por incêndios florestais pode ser transportada por longas distâncias pela circulação atmosférica.

Por isso, o acompanhamento do deslocamento das plumas depende de informações meteorológicas, ambientais e de monitoramento dos focos de calor.

A integração entre órgãos ambientais, instituições de monitoramento, equipes de combate aos incêndios e Ministérios Públicos pode facilitar a troca de dados e a adoção de medidas preventivas e de resposta.

MPRO seguirá acompanhando cenário

O Gaema informou que continuará acompanhando a situação e promovendo articulações para fortalecer as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais.

A atuação também deverá considerar os impactos ambientais e os efeitos da fumaça sobre a população de Rondônia.

A reunião desta sexta-feira reforçou a necessidade de uma atuação regionalizada para enfrentar um problema que pode ultrapassar as fronteiras estaduais e afetar diretamente a qualidade ambiental e a saúde pública.

Com informações de Gerência de Comunicação Integrada

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