Correios pedem mediação do TST para acordo coletivo

Empresa recorre ao Tribunal Superior do Trabalho após proposta para manter 77 cláusulas do ACT 2026/2027 ser rejeitada em assembleias dos trabalhadores.

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Correios pedem mediação do TST para acordo coletivo

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Os Correios pediram mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para definir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. O pedido foi apresentado pela empresa na quinta-feira (27), após o encerramento das negociações com as representações sindicais.

O calendário de mesas de negociação foi concluído em 18 de agosto. As assembleias dos trabalhadores ocorreram na terça-feira (25) e rejeitaram a proposta apresentada pela estatal.

O acordo coletivo vigente está prorrogado até 31 de agosto de 2026. Segundo os Correios, como o acordo decorre de dissídio coletivo, suas cláusulas não são renovadas automaticamente.

O que os Correios propuseram?

Durante as negociações realizadas em julho e agosto, a diretoria-executiva dos Correios apresentou às entidades sindicais e aos empregados a situação econômica da estatal.

Dentro das condições consideradas possíveis pela empresa, foram propostas a manutenção integral de 56 cláusulas e a manutenção de outras 21 cláusulas com ajustes de texto. Ao todo, a proposta prevê a preservação de 77 cláusulas do acordo coletivo.

Entre as garantias que a empresa afirma ter mantido estão benefícios destinados a empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares durante tratamentos de saúde.

Segundo os Correios, essas garantias representam mais de R$ 60 milhões por ano.

Por que os Correios recorreram ao TST?

O pedido de mediação busca criar uma nova etapa de negociação entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.

Caso a solicitação seja admitida, o TST formalizará o início da mediação e definirá os encaminhamentos necessários. Podem ser realizadas novas sessões até que seja possível alcançar uma solução consensual.

A atual gestão dos Correios afirma buscar uma solução que permita conciliar a sustentabilidade econômico-financeira da empresa com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à população.

Como está o funcionamento dos Correios?

Apesar da negociação do acordo coletivo, os Correios informaram que a rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país. Serviços como SEDEX e PAC continuam disponíveis para postagem e entrega nos municípios brasileiros, segundo a estatal.

A empresa informou ainda que o índice de entregas realizadas dentro do prazo chegou a 97% em agosto. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o percentual informado pelos Correios ultrapassou 98%.

Correios atribuem melhora à logística

De acordo com a estatal, o aumento da eficiência operacional está relacionado à otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho.

Segundo os Correios, essas medidas permitiram processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão. A empresa afirma que o desempenho reforça sua posição como principal operador logístico do país.

Com informações de RO – Comunicação – Caixa Postal

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