MPRO implanta cinco regionais do Gaeco em Rondônia

Designação de promotores em cinco cidades do interior busca aproximar o combate ao crime organizado das forças de segurança, das instituições de fiscalização e da população.

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MPRO implanta cinco regionais do Gaeco em Rondônia

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  • O Ministério Público de Rondônia implantou em 2026 cinco representações regionais do Gaeco em Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena, formalizadas pela Portaria nº 598/PGJ de 22 de maio.
  • A expansão regional do Gaeco busca aproximar-se das instituições locais, melhorar o compartilhamento de informações, fortalecer investigações contra o crime organizado e conta com capacitação de nove policiais militares de inteligência do interior.
  • Desde maio de 2021, o Gaeco passa por modernização tecnológica e estrutural para ampliar a investigação digital, enquanto o MPRO orienta a população sobre canais de denúncia e a necessidade de fornecer informações concretas para subsidiar apurações.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) iniciou, em 2026, a implantação de cinco representações regionais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no interior. A medida foi formalizada pela Portaria nº 598/PGJ, de 22 de maio, que designou promotores e promotoras de Justiça para atuar em Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.

A expansão busca aproximar o grupo das instituições de segurança pública, dos órgãos de fiscalização e dos moradores dessas regiões. A proposta é facilitar o compartilhamento de informações, acompanhar investigações desde as etapas iniciais e melhorar a articulação entre as equipes que atuam no enfrentamento às organizações criminosas.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, a regionalização também pretende ampliar o contato direto com a população e facilitar o recebimento de informações que possam contribuir para investigações.

Presença no interior amplia articulação das investigações

A previsão de criação das cinco regionais existia desde 2019, mas a implantação começou efetivamente em 2026, conforme as informações divulgadas pelo MPRO.

De acordo com Anderson Batista, a presença de representantes locais permite conhecer melhor a realidade de cada município, identificar as instituições envolvidas nas investigações e estabelecer relações de confiança entre os profissionais.

O sigilo é outro ponto importante. Em cidades menores, onde as relações pessoais e profissionais costumam ser próximas, o compartilhamento de informações exige cuidados para evitar vazamentos que possam comprometer diligências.

A atuação regional também pode facilitar a identificação de conexões entre ocorrências registradas em municípios diferentes. As informações reunidas no interior são compartilhadas com a sede do Gaeco, em Porto Velho, onde podem ser cruzadas para identificar possíveis vínculos entre investigados, fatos e organizações criminosas.

Segundo o coordenador, a intenção é identificar movimentações suspeitas e possíveis conexões criminosas com maior antecedência, além de fortalecer a cooperação entre as instituições responsáveis pela investigação e fiscalização.

Nove policiais participam de capacitação

Como parte da expansão, nove policiais militares da área de inteligência que atuam no interior estão sendo capacitados para trabalhar com a metodologia de investigação do Gaeco. O treinamento ocorre em articulação com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, vinculada à estrutura estadual de segurança pública.

A distribuição prevista é de três profissionais de Cacoal, três de Rolim de Moura e três de Vilhena. Após a capacitação, eles deverão retornar às cidades de origem para contribuir com as atividades das regionais.

O trabalho inclui coleta, análise e cruzamento de informações relacionadas a possíveis organizações criminosas. Entre as atividades estão pesquisas em fontes abertas na internet, análise de documentos e exame de dados extraídos de dispositivos eletrônicos.

A sede do Gaeco, em Porto Velho, continuará oferecendo suporte técnico e pericial especializado. A coordenação também prevê ampliar gradualmente a estrutura regional, de acordo com as necessidades operacionais e a disponibilidade de pessoal.

Modernização tecnológica dá suporte às investigações

O MPRO informa que o Gaeco iniciou, em maio de 2021, um processo de modernização e reestruturação para ampliar a capacidade de análise de dados e de investigação digital.

Entre as medidas estão a atualização dos equipamentos de informática, a aquisição e renovação de licenças de softwares forenses e a reorganização dos espaços de trabalho.

As ferramentas especializadas auxiliam na extração e análise de dados, na investigação de vínculos entre pessoas e fatos e na elaboração de relatórios técnicos. Esse tipo de trabalho pode envolver grandes volumes de informações, o que exige equipamentos adequados e profissionais capacitados.

A instituição também relata mudanças relacionadas à ergonomia e às condições de trabalho dos servidores que realizam análises prolongadas. O material divulgado pelo MPRO associa essas adequações à redução do desgaste ocupacional e ao aprimoramento dos procedimentos, mas não apresenta indicadores quantitativos para mensurar os resultados.

Como a população pode ajudar nas investigações

Segundo o coordenador do Gaeco, as investigações podem começar a partir de três fontes principais: iniciativas próprias de inteligência, denúncias recebidas pela Ouvidoria do MPRO e informações encaminhadas por órgãos de controle e instituições policiais, como o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) e a Polícia Federal.

Para contribuir com uma apuração, o cidadão deve apresentar informações concretas sobre a possível irregularidade. Sempre que souber, é importante indicar quem estaria envolvido, o que teria acontecido, como o fato ocorreu, onde e quando.

Uma suspeita isolada, sem elementos que permitam verificar os fatos, pode não ser suficiente para aprofundar uma investigação. O coordenador exemplifica que a compra de um carro caro por um servidor público, por si só, não comprova corrupção. É necessário haver informações que permitam apurar a possível origem ilícita dos recursos ou a relação com alguma irregularidade.

Canais de denúncia do MPRO

A população pode procurar o Ministério Público presencialmente ou utilizar os canais de atendimento informados pela instituição:

O atendimento presencial está disponível nos seguintes endereços:

  • Porto Velho: Rua Jamari, 1555, Olaria.
  • Ariquemes: Avenida Tancredo Neves, 2700, Setor Institucional.
  • Ji-Paraná: Rua Seis de Maio, 485, Urupá.
  • Cacoal: Avenida São Paulo, 3477, Jardim Clodoaldo.
  • Rolim de Moura: Avenida João Pessoa, 4526, Centro.
  • Vilhena: Avenida Luís Maziero, 4480, Jardim América.

Série apresenta ações de aproximação com a população

A implantação das regionais integra a série institucional “MP mais perto de você”, que apresenta iniciativas do programa de aperfeiçoamento do Ministério Público de Rondônia.

A proposta é divulgar medidas voltadas à ampliação da presença institucional e ao aprimoramento dos serviços oferecidos à população em diferentes regiões do estado.

Com informações da Gerência de Comunicação Integrada

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