Dengue cai em Porto Velho, mas risco do mosquito exige atenção

Porto Velho registrou 57 casos de dengue até 19 de outubro de 2026. Levantamento aponta médio risco de infestação pelo Aedes aegypti e reforça a importância da prevenção.

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Dengue cai em Porto Velho, mas risco do mosquito exige atenção
Fotos: Secom

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  • Porto Velho registrou 57 casos de dengue entre janeiro e 19 de outubro de 2026, abaixo dos 212 casos de 2025 e dos 584 de 2024, segundo a Semusa.
  • O segundo LIRAa de 2026 classificou a capital de Rondônia como município de médio risco de infestação pelo Aedes aegypti, exigindo a continuidade das medidas preventivas.
  • A Prefeitura, por meio da Semusa, mantém ações de vigilância e orientação, reforçando a importância da eliminação de criadouros e da participação dos moradores no combate ao mosquito.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Porto Velho registrou 57 casos de dengue entre janeiro e 19 de outubro de 2026, segundo dados divulgados pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). O número representa uma redução em relação aos 212 casos contabilizados em 2025 e aos 584 registrados em 2024.

Apesar da queda, a Vigilância em Saúde alerta que o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, deve continuar. O segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em maio e junho deste ano, classificou a capital de Rondônia como município de médio risco de infestação.

Casos de dengue diminuem nos últimos anos

Os dados municipais mostram uma redução nos registros de dengue em Porto Velho ao longo do período analisado. Em 2024, foram registrados 584 casos. No ano seguinte, o total caiu para 212. Até 19 de outubro de 2026, o município havia contabilizado 57 casos da doença.

A chikungunya apresentou outra trajetória: foram 20 casos em 2024, 61 em 2025 e 27 em 2026, até a data da atualização. Já os registros de zika passaram de 16, em 2024, para cinco, em 2025. Em 2026, não havia casos registrados até 19 de outubro.

Os números indicam redução nos registros de dengue e ausência de notificações de zika no período informado, mas não eliminam a necessidade de vigilância e prevenção.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância da participação dos moradores nas medidas de combate ao mosquito.

“Nosso compromisso é cuidar da saúde da população de Porto Velho, fortalecendo as ações de prevenção e vigilância. Mas esse trabalho também precisa da participação de cada morador. Pequenos cuidados dentro de casa fazem a diferença e ajudam a proteger toda a comunidade”, afirmou.

Porto Velho está em médio risco de infestação

O segundo LIRAa de 2026, realizado em maio e junho, classificou Porto Velho como município de médio risco de infestação pelo Aedes aegypti. O levantamento ajuda a identificar a presença do mosquito nas áreas pesquisadas e a orientar as ações de controle.

De acordo com Geisa Brasil, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, a classificação exige a continuidade das medidas preventivas, mas não significa, por si só, que um surto seja iminente.

“Ou seja, não há indicação de risco iminente de surto, mas é fundamental manter a vigilância e os cuidados para evitar a proliferação do mosquito”, explicou.

A Semusa informa que mantém atividades de vigilância e orientação, com agentes de combate às endemias identificando possíveis criadouros e orientando os moradores.

Como evitar a reprodução do Aedes aegypti

A eliminação da água parada é uma das principais medidas para impedir a reprodução do mosquito. A recomendação é verificar regularmente os ambientes internos e externos das residências.

Entre os cuidados indicados estão:

  • Manter caixas-d’água e outros reservatórios bem fechados.
  • Limpar calhas para evitar o acúmulo de água.
  • Colocar areia nos pratos de plantas.
  • Guardar garrafas, baldes e outros recipientes protegidos da chuva.
  • Descartar pneus e objetos sem uso de maneira adequada.
  • Verificar quintais, ralos e outros pontos que possam acumular água.

A prevenção deve ser mantida durante todo o ano, especialmente com a chegada do período chuvoso, quando recipientes expostos podem se transformar em criadouros.

Quando procurar atendimento médico

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, orienta que pessoas com sintomas suspeitos procurem uma unidade de saúde para avaliação.

Febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele podem ocorrer em casos de dengue e em outras doenças. A avaliação profissional ajuda a orientar o atendimento e identificar sinais de alerta.

A redução dos registros de dengue em Porto Velho não dispensa os cuidados preventivos. A manutenção das ações de vigilância e a colaboração dos moradores são importantes para reduzir os criadouros e os riscos de transmissão das arboviroses.

Com informações de Taiana Mendonça

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