Colesterol deve ser controlado desde a infância, alerta cardiologista

Cardiologista recomenda exame de colesterol aos 10 anos e destaca alimentação saudável, atividade física e tratamento adequado para proteger o coração.

Publicado em

Colesterol deve ser controlado desde a infância, alerta cardiologista
foto - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • O cardiologista Renato Jorge Alves recomenda dosagem de colesterol aos 10 anos de idade para prevenção e identificação precoce de alterações cardiovasculares.
  • Alimentação equilibrada, prática de 150 a 300 minutos semanais de atividade física, sono adequado e controle do estresse são medidas destacadas para controlar o colesterol e reduzir riscos.
  • Níveis acima de 300 mg/dL podem indicar origem genética, exigindo tratamento que muitas vezes inclui estatinas, as quais não devem ser interrompidas sem orientação médica.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O controle do colesterol deve começar ainda na infância. No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado neste sábado (8), o cardiologista Renato Jorge Alves, vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), reforçou a importância da prevenção para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista destacou a recomendação de realizar a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. O exame pode ser feito junto à avaliação da glicose, permitindo identificar precocemente alterações que podem aumentar o risco cardiovascular.

Quando o colesterol apresenta níveis elevados, a orientação é buscar acompanhamento médico. O tratamento deve ser seguido conforme a indicação do profissional, principalmente nos casos em que há necessidade de medicamentos.

Alimentação ajuda no controle do colesterol

A alimentação é um dos principais fatores que podem ser modificados para ajudar no controle do colesterol.

Segundo o cardiologista, é importante evitar o consumo excessivo de gorduras saturadas, presentes principalmente em carnes vermelhas, chocolates, frios e embutidos. A gordura trans, encontrada em alguns alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados, também deve ser evitada.

Alves também criticou a chamada dieta carnívora, baseada exclusivamente em alimentos de origem animal e sem produtos de origem vegetal. De acordo com o especialista, esse padrão alimentar pode aumentar o consumo de gordura saturada e, consequentemente, elevar o colesterol LDL.

Para o cardiologista, uma alimentação equilibrada deve incluir proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas.

Atividade física e sono também são importantes

Além da alimentação, a prática regular de atividade física contribui para a saúde cardiovascular. A recomendação citada pelo especialista é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

O sono também merece atenção. Dormir mal pode prejudicar o metabolismo e favorecer alterações nos níveis de colesterol e triglicérides.

O estresse é outro fator que pode interferir na saúde cardiovascular, especialmente por contribuir para o aumento da pressão arterial e dificultar o controle de outros fatores de risco.

Quando o colesterol elevado pode ter origem genética?

De acordo com Renato Jorge Alves, níveis de colesterol acima de 300 miligramas por decilitro (mg/dL) podem indicar forte possibilidade de origem genética.

Um dos exemplos é a hipercolesterolemia familiar, condição hereditária que pode provocar níveis muito elevados de colesterol desde a infância.

Em casos graves, crianças podem desenvolver complicações cardiovasculares precocemente. Por isso, o diagnóstico e o tratamento iniciados cedo são importantes para reduzir os riscos ao longo da vida.

Estatinas devem ser usadas com acompanhamento médico

Nos casos em que o tratamento medicamentoso é necessário, as estatinas estão entre os principais medicamentos utilizados para reduzir o colesterol.

O cardiologista reforçou que pacientes que utilizam esses medicamentos não devem interromper o tratamento por conta própria. Quando a estatina não é suficiente para alcançar a meta definida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados conforme o risco cardiovascular de cada paciente.

Alves também alertou para a circulação de informações falsas nas redes sociais sobre colesterol e estatinas. Segundo ele, existem evidências científicas acumuladas há décadas sobre a redução de eventos cardiovasculares associada ao tratamento adequado.

Colesterol está entre os fatores de risco cardiovascular

Colesterol elevado, diabetes, hipertensão e tabagismo estão entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A obesidade também ganhou importância diante do aumento de sua ocorrência na população.

O excesso de gordura corporal pode estar associado à síndrome metabólica e a alterações que afetam diferentes órgãos. Além disso, a inflamação crônica pode contribuir para a progressão da aterosclerose.

A aterosclerose ocorre quando placas se formam nas artérias e podem dificultar a circulação do sangue. Esse processo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Por isso, o controle dos fatores de risco desde cedo é uma estratégia importante para preservar a saúde cardiovascular ao longo da vida.

Perguntas frequentes

Com que idade a criança deve fazer exame de colesterol?

A recomendação citada pelo cardiologista Renato Jorge Alves é que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade, como forma de prevenção e identificação precoce de alterações.

O que ajuda a reduzir o colesterol?

Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, sono adequado e acompanhamento médico estão entre as medidas importantes para controlar o colesterol.

A dieta carnívora reduz o colesterol?

Segundo o cardiologista entrevistado pela Agência Brasil, a dieta carnívora não é indicada para reduzir o colesterol. O padrão alimentar pode apresentar grande quantidade de gordura saturada, associada ao aumento do colesterol LDL.

Quando o colesterol alto pode ser genético?

Níveis muito elevados de colesterol, especialmente acima de 300 mg/dL, podem indicar a possibilidade de hipercolesterolemia familiar. A avaliação médica é necessária para investigar a causa.

Quem toma estatina pode parar o medicamento?

A estatina não deve ser interrompida por conta própria. A suspensão ou alteração do tratamento deve ser feita somente com orientação do médico responsável.

Com informações de Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS