Cortando a mata e as pedras – Por Marquelino Santana

As águas da Amazônia inspiram reflexões sobre o bem viver, o equilíbrio ambiental e os vínculos entre a natureza e a identidade das comunidades ribeirinhas.

Fonte: Marquelino Santana

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Cortando a mata e as pedras – Por Marquelino Santana

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  • O texto descreve de forma poética as águas amazônicas como elemento de beleza transcendental e virtuosidade que vivifica a alma e a natureza.
  • As águas são apresentadas como fundamentais para o pertencimento das coletividades ribeirinhas e para o aprendizado do bem viver em harmonia entre terra, floresta e seres humanos.
  • O autor defende a necessidade de uma sociedade amazônica não reacionária e não belicosa, que lute para que as águas continuem livres, mantendo o ecoequilíbrio ambiental e planetário.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Elas correm em liberdade, carregando de forma inenarrável no silêncio de seu esplendor, uma inefável paisagem amazônica que vivifica a alma e a natureza em estágio transcendental de beleza e virtuosidade.

Elas brilham em suas peculiares correntezas, fortalecendo o sentimento e o pertencimento de lugar das coletividades ribeirinhas da Amazônia brasileira.

Elas ensinam a humanidade a construção e a  reconstrução do bem viver, ao tempo em que também ensinam aos homens, um entranhamento sagrado entre a terra, a floresta e entre fronteiras humanas que se entrelaçam sem precisar de ódio, xenofobia e malevolência humana.

Elas correm soltas, libertas, banhando a mata, oferecendo alimento e saciando a sede sem ter a necessidade de solicitar nada em troca.

Elas constituem uma rede de ecoequilíbrio ambiental e planetário que de forma imensurável podemos internalizar uma simbólica imaginação, através dos devaneios de uma fenomenologia que nos abraça e aloja o bem viver em nossas almas.

Esse abraço poético-mitológico de um bem viver fenomenológico da nossa imaginação, celebra, como bem diz Werther Holzer, onde: “mundo e lugar são vistos como um par essencialmente inseparável, algo como o par espaço e lugar”, para a Geografia Humanista e Cultural.

Elas precisam de uma sociedade amazônica não reacionária e não belicosa, de uma sociedade amazônica que lute de maneira obstinada no sentido de fazer com que as nossas águas continuem cortando a mata e as pedras.

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