A fenomenologia poético – ontológica dos arquétipos ancestrais V

Texto denuncia a violência no campo, a grilagem de terras e o avanço do latifúndio sobre os modos de vida dos povos tradicionais da Amazônia.

Fonte: Marquelino Santana

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A fenomenologia poético – ontológica dos arquétipos ancestrais V

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No descalabro sinistro que afeta nocivamente as coletividades originárias e tradicionais da Amazônia brasileira, a poética mitológica dos povos ancestrais continua sendo deteriorada aos pés do poder público e sob o desfecho de um conciliábulo malévolo que extenua a obstinada resistência dessas populações.

Essa odiosa aversão às diferentes diferenças da florestania, arrancar o pão da terra tornou-se uma luta secular entre os pobres da terra e a grilagem estarrecedora de uma elite dominante que execra a resistência coletiva num enfrentamento da enxada em oposição à pistolagem do latifúndio cruel e avassalador.

A violência no campo é o resultado das relações de uma estrutura fundiária entre dominados e dominadores, entre explorados e exploradores e entre a migalha de pão no enfrentamento desigual diante da força capitalista do latifúndio e suas atrocidades belicosas.

Os donos do poder e o poder dos donos, caminham entrelaçados, promovendo na questão agrária, a eliminação do imaginário poético –  mitológico dos coletivos e destroçando modos de vida ancestrais.

Esse aniquilamento dos pobres da terra, promove chacinas deploráveis e injustas, e como justificativa fútil, os miseráveis do campo ainda são tachados de organização criminosa que precisa ser urgentemente eliminada em nome da lei.

Com isso, o espaço de ação é condenado, o lugar é visivelmente ceifado, enquanto os coletivos são arruinados com a perda irreparável da fenomenologia poético  – ontológica dos arquétipos ancestrais.

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