A fenomenologia poético – ontológica dos arquétipos ancestrais I

Avanço da exploração ameaça comunidades tradicionais, expulsa famílias de seus territórios e rompe a relação ancestral entre humanidade e natureza.

Fonte: Marquelino Santnana

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A fenomenologia poético – ontológica dos arquétipos ancestrais  I

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A escabrosidade humana doentia diante de uma sociedade reacionária, coercitiva e espoliante, rompe os laços de brandura do homem com a natureza, e anuncia o apogeu degradante e delituoso dos modos de vida das coletividades ribeirinhas da Amazônia em exaustão.

Essa asfixiante exaustão amazônica é criminosamente aterrorizada pela força hegemônica do capital, que diante da belicosidade do opróbrio pugnaz e desumano, viola a vivacidade do lugar, deixando seus coletivos arruinados e condenados a uma vituperação inescrupulosa e excludente dessas minorias étnico-raciais marginalizadas em derrocada.

Nesse horrendo mundo que fere e hostiliza o homem, também fere os sagrados direitos constitucionais em defesa da vida. A Amazônia violada se arrasta como pode, implorando por uma fatia de pão e por um pedaço de terra onde possa plantar e colher no terreiro do latifúndio dominante.

A ignávia humana com seus gestos nefastos, constitui uma sociedade envolvente que encurrala o lugar,  desterra famílias, desrespeita o direito, fere a cidadania e rasga a nossa carta magna.

Essa tirania raivosa e despótica, aniquila o ser e desaloja almas originárias, e ao humilhar os coletivos ancestrais, proclama o etnocídio, e determina a extinção da humanidade, através do embrutecido e degradante ecocídio planetário.

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