Silenciadas pela xenofobia

Mulheres enfrentam violência, exclusão e preconceito enquanto lutam por dignidade, liberdade e direitos fundamentais na fronteira amazônica.

Fonte: Marquelino Santnana

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Silenciadas pela xenofobia

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Suprimidas por uma sociedade tacanha de fronteira, suplicando pelo direito de ir e vir, aterrorizadas pela ausência de uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, elas resistem possuídas pela resiliência e bravura, almejando uma vida melhor para a família.

Submetidas ao rancor e ao ódio malevolente fronteiriço, elas sonham em adquirir autonomia, justiça e emancipação humana, além do direito de viver e ser mulher.

Violadas pela truculência e condenadas à repulsa da sua própria existência, elas lutam obstinadamente para ganhar uma fatia de pão e obter o direito de colocar o filho na escola pública.

Em estado de dor e vulnerabilidade social vigente, elas voam com asas de súplicas e pousam numa terra onde são reconhecidas como ninguém.

Diante dessa coerção repulsiva ao outro, elas marcham obstinadamente numa fronteira da Amazônia pandina e, de forma tenaz, procuram respirar aliviadas das dores que devoram a própria alma e que renegam os valores ontológicos da vida.

As mulheres de uma fronteira à revelia da lei continuam sendo abusadas por uma sociedade machista, reacionária e patriarcal e continuam, dessa forma, sendo criminosamente silenciadas pela xenofobia.

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