Assembleia Geral da ONU aprova declaração política sobre prevenção de pandemias com apoio de 153 países

Documento apela por cooperação global contra emergências sanitárias, mas enfrenta oposição de Estados Unidos, Israel e Argentina.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Assembleia Geral da ONU aprova declaração política sobre prevenção de pandemias com apoio de 153 países
© Juan Seguí Moreno/Divulgação

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  • A Assembleia Geral da ONU aprovou uma declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a futuras pandemias, com 153 votos favoráveis, enquanto Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra, e Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram.
  • A declaração, celebrada pela OMS, prioriza cooperação internacional, ampliação da produção local de insumos médicos, fortalecimento da vigilância em saúde e garantia de financiamento contínuo, apesar de não ter caráter vinculante.
  • O principal impasse é o anexo do Acordo de Pandemias da OMS sobre o sistema PABS, que prevê reserva de cerca de 20% da produção de vacinas, diagnósticos e terapias a países em desenvolvimento, cuja conclusão e votação final foram adiadas para maio do próximo ano.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma declaração política voltada para a prevenção, preparação e resposta a futuras pandemias. O texto, que busca fortalecer a cooperação internacional diante de emergências de saúde pública, recebeu 153 votos favoráveis. Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra o documento, enquanto Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram da votação.

Embora não possua caráter vinculante, a aprovação da medida foi celebrada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou as nações a honrarem os compromissos assumidos para evitar que lacunas na resposta global voltem a comprometer a segurança sanitária. A adoção do texto estava prevista para setembro, mas havia sido adiada por desentendimentos diplomáticos impulsionados principalmente pelos Estados Unidos e países europeus de alta renda.

O ponto de maior impasse nas negociações reside no anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que estabelece o sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS). A proposta prevê que os fabricantes participantes disponibilizem à OMS cerca de 20% da produção em tempo real de vacinas, diagnósticos e terapias durante uma emergência global, garantindo distribuição equitativa a países em desenvolvimento. A conclusão desse anexo e a votação final do tratado foram adiadas para maio do próximo ano, na Assembleia Mundial da Saúde.

A declaração aprovada prioriza ainda a expansão da capacidade de produção local de insumos médicos, o fortalecimento dos sistemas de vigilância e a garantia de financiamento contínuo. Como integrante da ONU, o Brasil participará do alinhamento às diretrizes de cooperação internacional, em um cenário em que especialistas e órgãos oficiais relembram os impactos causados por falhas na testagem, atrasos na aquisição de vacinas e conflitos de orientação sanitária vivenciados pelo país na pandemia anterior.

FAQ

Quantos países votaram a favor da declaração sobre pandemias na ONU?
O documento recebeu o voto favorável de 153 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU.

Quais nações votaram contra a aprovação da declaração política?
Votaram contra o texto as representações de Estados Unidos, Israel e Argentina.

O que prevê o sistema PABS debatido no anexo do Acordo de Pandemias?
O sistema prevê a reserva de 20% da produção de vacinas e medicamentos aos países em desenvolvimento em caso de novas pandemias.

 

Com informações de Agência Brasil

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