Campanha de Lula registra canal do WhatsApp no TSE após determinação judicial

Coligação formaliza endereço eletrônico do "Exército do Lula", mas ressalva que gestão da conta segue sob responsabilidade do deputado André Janones.

Publicado em

Campanha de Lula registra canal do WhatsApp no TSE após determinação judicial
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • A coligação Brasil Pronto pra Mais registrou no TSE, em 13 de setembro, o canal de WhatsApp "Exército do Lula", cumprindo determinação do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques.
  • A campanha de Lula informou que o registro é apenas formal e que a administração do canal, com mais de 4 milhões de inscritos, continua sob responsabilidade do deputado André Janones (Rede-MG).
  • O TSE determinou que o canal só poderá retomar transmissões após 48 horas do registro, e relatório técnico da Corte não identificou veiculação de conteúdos com desinformação.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A coligação Brasil Pronto pra Mais, responsável pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, efetuou nesta terça-feira (13) o registro formal do canal “Exército do Lula”, no aplicativo WhatsApp, perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida atende à determinação emitida horas antes pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que condicionou o funcionamento da conta à sua regularização cadastral junto à Justiça Eleitoral.

O procedimento foi formalizado no Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) do tribunal. Na petição encaminhada à Corte, a defesa da candidatura ressaltou que a notificação atende exclusivamente ao cumprimento do despacho judicial, sem significar que a estrutura partidária tenha assumido a administração direta da plataforma, mantida pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e que já conta com mais de 4 milhões de inscritos.

Conforme estabelecido pela resolução eleitoral e reiterado pela presidência do tribunal, a transmissão de conteúdos e atualizações no canal deverá aguardar um interstício de 48 horas a contar da efetivação do registro, mesmo após o envio das informações exigidas. O envio da documentação ocorre após o presidente do TSE determinar nova suspensão do serviço por ausência de comunicação prévia.

A restrição decorre de um impasse jurídico sobre o canal de comunicação digital. A primeira ordem de bloqueio proferida no sábado (10) atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), mas foi provisoriamente anulada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, devido a divergências de competência e rito processual. Em apuração posterior ordenada pelo tribunal, a equipe técnica do TSE informou que não foram identificados conteúdos com informações falsas veiculados no canal.

FAQ

A campanha de Lula assumiu a gestão oficial do canal “Exército do Lula” no WhatsApp?
Não, a coligação realizou apenas o registro formal exigido pela decisão do TSE, ressalvando que a administração permanece com o deputado André Janones.

O canal “Exército do Lula” foi liberado para publicar imediatamente após o registro?
Não, por determinação normativa e decisão do ministro Nunes Marques, é necessário aguardar um prazo de 48 horas após a comunicação formal para a retomada das transmissões.

Qual foi a constatação da equipe técnica do TSE sobre a alegada presença de fake news no canal?
Em relatório elaborado para a Corte Eleitoral, os técnicos informaram que não constataram a veiculação de conteúdos com desinformação no canal auditado.

 

Com informações de Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS