Cuba nega acusações dos EUA sobre uso de estatais

Governo defende atuação do grupo Gaesa como estratégia de sobrevivência frente ao bloqueio econômico imposto por Washington.

Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil - 20

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Cuba nega acusações dos EUA sobre uso de estatais
© Alexandre Meneghini/Reuters/Direitos Reservados

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O governo de Cuba rebateu nesta terça-feira (2) as recentes acusações feitas pelos Estados Unidos de que dirigentes da ilha estariam utilizando empresas estatais para enriquecimento pessoal. Em nota oficial, Havana afirmou que o Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi estruturado como uma resposta articulada para enfrentar a “guerra econômica” movida por Washington contra o país.

Defesa do modelo de gestão

Segundo o comunicado, o objetivo do grupo é reunir empresas com capacidade de gerar divisas e recursos necessários para a manutenção e o desenvolvimento das conquistas sociais cubanas. O governo listou uma série de realizações do Gaesa, que incluem:

Construção de mais de 10 mil residências.

Investimentos em educação infantil, obras hidráulicas e transposição de água, beneficiando milhões de habitantes.

Construção da termelétrica de Holguín.

Suporte à economia nacional durante os anos da pandemia de Covid-19.

Havana rejeitou a tese de que o grupo seja uma estrutura “opaca” ou paralela ao Estado, classificando a investida dos EUA como uma tentativa de “descrédito reputacional” contra as instituições que sustentam o projeto social cubano.

Tensões diplomáticas e impactos econômicos

O governo de Miguel Diaz-Canel sustenta que as críticas americanas visam afastar investidores estrangeiros e isolar o país diplomática, financeira e energeticamente, citando como exemplo a saída da empresa canadense Sherritt International, que encerrou uma joint venture de mineração de níquel em maio.

Para a historiadora Caridade Massón Sena, professora visitante na Universidade Federal de Uberlândia (UFB), as acusações sobre desvio de recursos no setor de turismo são pretextos sem provas apresentadas para tentar derrubar o governo do Partido Comunista. Enquanto isso, a população enfrenta os efeitos práticos da pressão econômica, como o aumento de apagões, a escassez de combustíveis e a alta nos preços de produtos básicos, vivenciando, segundo moradores, um dos momentos mais difíceis da história recente do país.

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