Rede Pan-Amazônica lança plataforma Radar Bioecon para integrar políticas de bioeconomia durante a COP17

Ferramenta apresentada na Armênia mapeia mais de 230 instrumentos públicos em 9 países da região e busca superar gargalos de financiamento e integração regional.

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Rede Pan-Amazônica lança plataforma Radar Bioecon para integrar políticas de bioeconomia durante a COP17
© André Villas Bôas/ISA

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  • A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lançou em 22 de outubro de 2026 o Radar Bioecon, plataforma que mapeia mais de 232 políticas e instrumentos de bioeconomia em 9 países da Pan-Amazônia.
  • O lançamento do Radar Bioecon ocorreu durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia, destacando o potencial econômico da sociobiodiversidade que movimenta pelo menos R$ 12 bilhões anuais no PIB brasileiro.
  • Um levantamento identificou 141 mecanismos financeiros na região, mas apenas 8,5% atendem diretamente empreendimentos da sociobiodiversidade, evidenciando entraves como dispersão de diretrizes, burocracia e exigências incompatíveis com as comunidades locais.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Com pelo menos 232 políticas, programas e instrumentos públicos voltados à bioeconomia espalhados por nove países e territórios da América do Sul, a Pan-Amazônia ganha uma plataforma inédita de articulação e integração regional. A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lançou, nesta quinta-feira, dia 22 de outubro de 2026, o Radar Bioecon, uma ferramenta digital concebida para mapear, catalogar e comparar ações públicas fundamentadas na biodiversidade e no manejo sustentável do bioma.

A novidade foi apresentada durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), realizada em Yerevan, na Armênia. O levantamento abrange iniciativas governamentais na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, reunindo desde estratégias nacionais de biocomércio e bionegócios até políticas de compras públicas e crédito para economias comunitárias.

O potencial da economia de floresta em pé já se consolida com números expressivos na região. Dados do estudo Nova Economia da Amazônia, conduzido pelo WRI Brasil, apontam que apenas 13 produtos da sociobiodiversidade na Amazônia Legal brasileira a exemplo do açaí e da castanha injetam pelo menos R$ 12 bilhões anuais no Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

No caso do Brasil, a plataforma destaca mecanismos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), que assegura preços mínimos para 17 itens extrativistas. Na Colômbia e no Equador, sobressaem-se os incentivos ao empreendedorismo verde e linhas de crédito direcionadas a cooperativas locais.

Um dos principais entraves apontados pelos especialistas responsáveis pela iniciativa é a dispersão de diretrizes e o acesso limitado a linhas de financiamento. Um mapeamento complementar revelou a existência de 141 mecanismos financeiros na região, contudo apenas 8,5% atende diretamente aos empreendimentos da sociobiodiversidade. Burocracia e exigências incompatíveis com a realidade das comunidades locais dificultam o aporte de recursos, desafiando a consolidação da bioeconomia como agenda estratégica de desenvolvimento de longo prazo.

Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a plataforma Radar Bioecon apresentada durante a COP17?
Trata-se de uma ferramenta pública desenvolvida para mapear e comparar mais de 230 políticas e instrumentos de bioeconomia em 9 países da Pan-Amazônia.

Onde ocorreu a apresentação oficial do Radar Bioecon nesta quinta-feira?
O lançamento ocorreu na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia.

Qual é o impacto econômico dos produtos da sociobiodiversidade na Amazônia Legal brasileira?
Estudos indicam que apenas 13 produtos extrativistas e manejados movimentam pelo menos R$ 12 bilhões por ano no PIB brasileiro.

Qual percentual dos mecanismos de financiamento da região atende à sociobiodiversidade?
De 141 instrumentos financeiros mapeados na Pan-Amazônia, apenas 8,5% são efetivamente direcionados aos empreendimentos da sociobiodiversidade.

 

Com informações de Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

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