OMM alerta para El Niño sem precedentes e relatório da ONU aponta aquecimento global acima das projeções

Novos dados indicam que temperaturas médias podem subir até 1,8 grau Celsius até meados do século e cobram reduções drásticas nas emissões globais para evitar cenários extremos

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OMM alerta para El Niño sem precedentes e relatório da ONU aponta aquecimento global acima das projeções
© REUTERS/David Swanson/ Proibido reprodução

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  • A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alertou que o El Niño pode atingir intensidade inédita em 40 anos, com ondas de calor severas, secas drásticas e inundações extremas.
  • Relatório do Pnuma projeta aumento de 1,7°C a 1,8°C nas temperaturas médias globais até meados do século e até 2,8°C até 2100 sob as políticas atuais, ou 2,6°C se os compromissos climáticos forem cumpridos.
  • O Pnuma aponta que as metas nacionais são insuficientes, pois seriam necessárias reduções de emissões de 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, levando a ONU a defender políticas mais rígidas e estratégias de remoção de carbono antes da COP31 na Turquia.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, afirmou nesta quarta-feira (21) que o fenômeno climaturológico El Niño pode atingir uma intensidade sem precedentes, superando todos os padrões documentados nas últimas quatro décadas. Segundo a agência meteorológica das Nações Unidas, o evento trará ondas de calor severas e desequilíbrios pluviométricos extremos, alternando períodos de secas drásticas e inundações severas em diferentes regiões do planeta.

O alerta climático foi acompanhado pela divulgação de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que aponta que o aquecimento global deverá ser mais intenso que o estimado anteriormente. Mesmo no cenário mais otimista, as projeções indicam que as temperaturas médias globais subirão entre 1,7°C e 1,8°C acima dos níveis pré-industriais até meados do século. Sob as políticas atuais de descarbonização, o documento projeta um aumento térmico de 2,8°C até 2100, ou 2,6°C caso os compromissos climáticos vigentes sejam integralmente cumpridos.

O levantamento aponta que as metas nacionais atuais de redução de gases de efeito estufa são insuficientes, projetando quedas de apenas 5% a 8% até 2030, enquanto o cenário ideal exigiria cortes de 18% em relação aos patamares de 2025, além de reduções de 45% até 2035 e 69% até 2040. Diante da revisão das estimativas impulsionada por fatores como a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a reavaliação de emissões históricas, autoridades da ONU, incluindo o secretário-geral António Guterres, reforçaram que ultrapassar temporariamente a meta de 1,5°C estabelecida no Acordo de Paris não significa desistir dos esforços, embora o retorno a patamares seguros dependa de estratégias complexas de remoção de carbono em larga escala e de um endurecimento urgente das políticas na preparação para a COP31, na Turquia.

FAQ

Qual é a principal advertência da Organização Meteorológica Mundial sobre o El Niño?
A OMM alertou que o fenômeno pode apresentar intensidade inédita nas últimas quatro décadas, provocando ondas de calor, secas severas e inundações extremas em diversas partes do mundo.

O que aponta o novo relatório do Pnuma sobre o aquecimento global?
O estudo revela que as temperaturas médias globais devem subir de 1,7°C a 1,8°C acima dos níveis pré-industriais até meados do século, podendo alcançar 2,8°C até 2100 caso as políticas atuais sejam mantidas.

Quais reduções de emissões seriam necessárias para conter os impactos do aquecimento?
O Pnuma indica que as emissões globais precisariam cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, superando largamente a eficácia dos planos nacionais atuais.

 

Com informações de Olivia Le Poidevin – Repórter da Reuters

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