Emissões brasileiras de gases de efeito estufa caem para o menor nível desde 2012, aponta Observatório do Clima

Queda de 9% nas emissões líquidas foi impulsionada pela redução expressiva do desmatamento, embora outros setores tenham mantido estabilidade ou alta.

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Emissões brasileiras de gases de efeito estufa caem para o menor nível desde 2012, aponta Observatório do Clima
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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  • O Brasil emitiu 1,41 bilhão de toneladas líquidas de GEE em 2025, redução de 9% em relação a 2024 e menor volume desde 2012, segundo o Seeg do Observatório do Clima.
  • A principal causa da queda foi a contenção do desmatamento no setor de mudança de uso da terra, que reduziu em 15% as emissões brutas (814 MtCO2e) e em 48% as emissões líquidas (162 MtCO2e).
  • Com 2,06 bilhões de toneladas em emissões brutas em 2025, o Brasil ficou a 85 milhões de toneladas da meta da primeira NDC e precisa reduzir mais para atingir, até 2030, o intervalo de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de CO2e.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Brasil emitiu 1,41 bilhão de toneladas líquidas de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e) em gases de efeito estufa no ano de 2025, o que representa uma redução de 9% em comparação aos 1,489 bilhão de toneladas registrados em 2024. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (21) pela 14ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg) do Observatório do Clima, marca o menor volume líquido de emissões no país desde 2012.

Sem contabilizar a remoção de carbono promovida pela vegetação secundária e pelas áreas protegidas, as emissões brutas nacionais totalizaram 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2025, uma queda de 6% frente ao total bruto de 2,19 GtCO2e do ano anterior, configurando o patamar mais baixo desde 2018. Segundo especialistas, o principal vetor para essa retração foi a contenção do desmatamento, contabilizado no setor de mudança de uso da terra, que apresentou uma queda de 15% nas emissões brutas (814 MtCO2e) e um recuo histórico de 48% nos valores líquidos do setor, que baixaram para 162 MtCO2e.

Enquanto a mudança de uso da terra e a agropecuária que respondeu por 626 MtCO2e em emissões diretas, com variação de 0,1% concentram a maior fatia do perfil de emissões do país (39% e 30% das emissões brutas, respectivamente), os demais setores registraram pequenas oscilações. O setor de energia cresceu 1,2% (atingindo 427 MtCO2e), os processos industriais mantiveram-se estáveis em 94 MtCO2e (alta de 0,2%) e a gestão de resíduos apresentou a maior alta percentual, de 3,6%, alcançando 96 MtCO2e. Com os números de 2025, o Brasil ficou a apenas 85 milhões de toneladas de atingir a meta estipulada em sua primeira Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), projetando novos desafios para cumprir as metas mais restritivas estabelecidas para 2030.

FAQ

Qual foi o volume total de emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil em 2025?
O país emitiu 1,41 bilhão de toneladas líquidas de CO2 equivalente (GtCO2e), o menor valor registrado desde 2012.

Qual setor foi o principal responsável pela redução das emissões brasileiras?
O setor de mudança de uso da terra, impulsionado pela queda contínua do desmatamento, foi o principal fator para a retração nos índices globais.

Quais são as projeções para as metas climáticas futuras do país?
Para 2030, a segunda NDC brasileira estabelece a meta de reduzir as emissões nacionais para uma faixa entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de CO2e, exigindo maior esforço de redução nos demais setores produtivos.

 

Com informações de Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

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