Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo no TSE e autorizam quebra simultânea de sigilos bancário, fiscal e telefônico

Documento assinado conjuntamente por ambos os presidenciáveis foi protocolado nesta quinta-feira (22); medida inclui familiares, colaboradores e empresas ligadas às campanhas.

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Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo no TSE e autorizam quebra simultânea de sigilos bancário, fiscal e telefônico
© Renato Pizzutto/Band

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  • Lula e Flávio Bolsonaro assinaram termo autorizando a abertura irrestrita e simultânea de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico até as 23h59 de hoje, protocolado no TSE.
  • O acordo inclui familiares, empresas ligadas aos candidatos, a Alcazar Holdings e Marco Aurélio Santana Ribeiro, e resultou de exigências recíprocas entre as campanhas.
  • O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator no TSE, após impasse iniciado em debate da TV Band no dia 18 de outubro.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Em um desdobramento decisivo na reta final da disputa presidencial, o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou, na tarde desta quinta-feira, dia 22, um termo assinado pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro autorizando a abertura irrestrita e simultânea de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico até as 23h59 de hoje. O documento conjunto foi protocolado formalmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda deliberação do ministro André Mendonça, relator do processo na Corte.

O acordo foi apresentado à imprensa na saída do edifício do TSE por Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, acompanhado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, pelo secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pela deputada Camila Jara (PT-MS). A representação da candidatura de Flávio Bolsonaro contou com a presença da advogada Maria Cláudia Bucchianeri e do senador eleito Deltan Dalagnol (Novo-PR).

A negociação para a formalização da medida envolveu exigências recíprocas entre os lados. A campanha de Lula condicionou a assinatura à inclusão da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL e citado em apurações no Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, a candidatura de Flávio exigiu a quebra do sigilo do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), além do detalhamento de gastos dos cartões corporativos da Presidência e das agendas oficiais da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

O confronto direto em torno dos dados sigilosos teve início no debate promovido pela TV Band no último domingo, dia 18, quando Lula lançou o desafio ao adversário sobre a exposição simultânea das informações financeiras e telefônicas. Na terça-feira, dia 20, a defesa do candidato petista já havia protocolado uma primeira autorização condicional no tribunal, que se consolidou com o pacto firmado entre as coligações nesta quinta-feira.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que prevê o documento assinado conjuntamente por Lula e Flávio Bolsonaro no TSE?
O termo autoriza a abertura simultânea e total dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência da República.

Quais outras pessoas e empresas foram incluídas no pedido de quebra de sigilo?
A medida estende-se a familiares dos presidenciáveis, empresas ligadas aos candidatos, à firma Alcazar Holdings e ao colaborador Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Quem é o ministro relator responsável por analisar o pedido na Corte Eleitoral?
A petição protocolada pelas equipes jurídicas das duas campanhas será examinada pelo ministro André Mendonça.

Como se originou o impasse sobre a abertura das informações sigilosas dos candidatos?
A discussão começou durante o debate presencial promovido pela Band no dia 18 de outubro, quando houve a troca de desafios sobre a exposição dos dados.

 

Com informações de Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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