Morador de Rondônia doa rim à esposa após anos de tratamento contra doença renal crônica

Elaine Aparecida Silva Leal recebeu o órgão do marido, Luiz Miguel Pereira, em cirurgia realizada no Acre. O procedimento foi o segundo transplante renal intervivos feito no estado em 2026.

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Morador de Rondônia doa rim à esposa após anos de tratamento contra doença renal crônica
Ascom Fundhacre

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  • Luiz Miguel Pereira, de 43 anos, doou um rim à esposa Elaine Aparecida Silva Leal, de 40, em transplante realizado em 17 de outubro na Fundhacre, em Rio Branco (AC).
  • Elaine convive com doença renal crônica desde 2011, iniciou hemodiálise em agosto de 2024 e, após exames, a equipe confirmou a compatibilidade com o marido, apesar da diferença de tipos sanguíneos (O+ e A+).
  • O procedimento foi o segundo transplante renal intervivos realizado no Acre em 2026 e o casal espera melhora na qualidade de vida, mantendo acompanhamento médico para avaliar a recuperação.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um morador de Rondônia doou um rim à esposa após 15 anos de relacionamento e anos de convivência com a doença renal crônica. Luiz Miguel Pereira, de 43 anos, foi o doador de Elaine Aparecida Silva Leal, de 40, em uma cirurgia realizada no sábado, 17 de outubro, na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco, no Acre.

O procedimento foi o segundo transplante renal intervivos realizado no estado em 2026, conforme informações divulgadas pela unidade de saúde. O casal é de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, e enfrentou dúvidas durante a preparação para a cirurgia, inclusive sobre a diferença entre os tipos sanguíneos.

“Eu acho que ter oportunidade de receber esse rim vindo do meu esposo é um privilégio e veio para a gente acabar de se completar”, afirmou Elaine.

Doença renal acompanha o casal desde o início do relacionamento

Elaine descobriu a doença renal crônica em 2011, no início do relacionamento com Luiz. Desde então, o casal passou a conviver com os desafios impostos pela condição de saúde e pelo tratamento.

Em agosto de 2024, Elaine começou a fazer hemodiálise. Durante esse período, o marido acompanhou de perto a rotina de consultas e os cuidados necessários para lidar com a doença.

A possibilidade de um transplante trouxe esperança à família. Segundo Elaine, quando Luiz se ofereceu para doar um rim, a notícia provocou uma felicidade difícil de descrever.

“Quando meu esposo falou que podia doar para mim, nossa, foi uma felicidade sem explicação”, contou.

Exames confirmaram possibilidade de doação

Durante a preparação para o procedimento, o casal chegou a temer que a diferença entre os tipos sanguíneos impedisse o transplante. Luiz tem sangue O positivo (O+), enquanto Elaine é A positivo (A+).

A equipe médica também avaliou a possibilidade de uma tia de Elaine ser a doadora. No entanto, de acordo com Luiz, a opção não foi recomendada após os exames, considerando a idade e outros problemas de saúde da familiar.

Posteriormente, os exames realizados no casal confirmaram que Luiz poderia seguir com a doação.

O transplante renal intervivos ocorre quando uma pessoa viva doa um dos rins para outra. A realização depende de avaliação médica criteriosa, que considera a compatibilidade e as condições de saúde do doador e do receptor.

Família espera uma nova fase após o transplante

Elaine e Luiz têm uma filha e construíram a família ao longo dos anos em que conviveram com a doença renal. A paciente relatou que precisou aprender a lidar emocionalmente com a condição e adaptar a rotina às exigências do tratamento.

Com o transplante, a expectativa é de melhora na qualidade de vida e de novas possibilidades para a família. A recuperação e os resultados do procedimento dependem, porém, do acompanhamento médico e da evolução clínica da paciente.

Para o casal, a cirurgia também representa um momento especial depois de anos de desafios compartilhados.

“Agora somos um só e vamos completar nossa família, cada um com uma parte”, celebrou Elaine.

Segundo transplante renal intervivos no Acre em 2026

O procedimento realizado na Fundhacre foi o segundo transplante renal intervivos registrado no Acre em 2026, em um intervalo inferior a dois meses. O primeiro caso citado pela unidade foi o do adolescente Lucas Linhares, de 14 anos.

A realização de transplantes com doadores vivos depende de avaliação individualizada e de acompanhamento especializado. O caso de Elaine e Luiz destaca a participação de familiares e parceiros no processo de doação, sem dispensar os critérios médicos necessários para garantir a segurança de ambas as pessoas envolvidas.

 

Com informações de Walace Gomes, g1 AC

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