Manaus registra pior qualidade do ar entre capitais brasileiras

Fumaça de queimadas elevou o índice de poluição a nível insalubre nesta sexta-feira (16); aulas presenciais foram suspensas e autoridades reforçaram o monitoramento da saúde.

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Manaus registra pior qualidade do ar entre capitais brasileiras
foto - REUTERS/Bruno Kelly

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  • Manaus registrou na manhã desta sexta-feira (16) a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras, com índice 167 na plataforma IQAir, classificado como insalubre, devido à fumaça de queimadas no Amazonas e estados vizinhos.
  • As aulas presenciais da rede municipal e da UEA foram suspensas, parte das atividades administrativas passou a ser remota e o Ministério da Saúde monitora 12 municípios amazonenses, avaliando especialmente o consumo de oxigênio e a capacidade da rede de saúde.
  • O Ibama informou ter extinguido 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações, empregando 11 aeronaves, enquanto o estado decretou situação de emergência em cerca de 36 municípios em 10 de outubro por causa das queimadas.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Manaus registrou a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras na manhã desta sexta-feira (16), devido à fumaça provocada por queimadas no Amazonas e em estados vizinhos. Por volta das 6h, a plataforma internacional IQAir apontou índice de 167, classificado como insalubre.

O sistema de vigilância ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também identificou piora nas condições atmosféricas. Em grande parte da capital, a qualidade do ar variava entre as categorias muito ruim e péssima.

Diante do avanço da fumaça, as aulas presenciais da rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira como medida preventiva. A UEA também interrompeu as atividades acadêmicas presenciais em suas unidades na capital e no interior durante os três turnos, enquanto parte das atividades administrativas passou a ser realizada remotamente.

Poluição varia entre bairros de Manaus

Os indicadores registrados pela UEA mostram diferenças na concentração de partículas entre regiões da cidade. No bairro Aleixo, na zona centro-sul, a concentração chegou a 139,6 microgramas por metro cúbico, nível classificado como péssimo pelo sistema citado na reportagem da Agência Brasil.

No Tarumã, zona oeste, a concentração registrada era de 39 microgramas por metro cúbico, considerada moderada.

A fumaça é associada a queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. As partículas liberadas pelos incêndios podem permanecer suspensas na atmosfera por vários dias e ser transportadas pelo vento por longas distâncias. A falta de chuva também dificulta a dispersão dos poluentes.

Ministério da Saúde acompanha situação

O Ministério da Saúde informou que 12 municípios amazonenses foram identificados como necessitados de algum tipo de apoio nos serviços de saúde. Equipes da Força Nacional do SUS atuam em conjunto com autoridades estaduais e municipais para avaliar as condições da rede de atendimento.

O monitoramento inclui o consumo e a capacidade de fornecimento de oxigênio nas unidades de saúde, inclusive nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas. A medida busca preparar os serviços para possíveis emergências e assegurar a disponibilidade de insumos essenciais.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes exigem atenção especial durante episódios de poluição intensa. A exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.

Ibama mobiliza equipes e aeronaves contra incêndios

No combate às queimadas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou ter extinguido 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações, conforme dados citados pela Agência Brasil.

Para reforçar as ações, foram disponibilizadas 11 aeronaves, incluindo aviões de combate direto ao fogo, helicópteros e uma aeronave de apoio logístico. Entre os equipamentos estão seis aviões Air Tractor e um KC-390 mobilizado pelo Ministério da Defesa para o lançamento de grandes volumes de água.

Em 10 de outubro, o governo do Amazonas decretou situação de emergência em cerca de 36 municípios devido às queimadas. O avanço dos incêndios e os efeitos da fumaça mantêm autoridades ambientais e sanitárias em alerta.

Com informações de Carlos Araújo – Repórter do Sistema Encontro das Águas de Comunicação.

 

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