Ex-diretor da OpenAI lança startup de IA para criar remédios

A Warp Sciences captou US$ 215 milhões para combinar inteligência artificial e robótica em laboratórios automatizados e disputar espaço no desenvolvimento de medicamentos.

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Ex-diretor da OpenAI lança startup de IA para criar remédios
Foto: Getty Images

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  • O ex-diretor científico da OpenAI Kevin Weil anunciou a criação da Warp Sciences, startup que pretende acelerar o desenvolvimento de medicamentos com IA e robótica e reduzir a dependência de serviços chineses.
  • A empresa quer automatizar etapas de pesquisa com laboratórios robóticos, braços robóticos, chips de IA, câmeras e luvas com sensores para gerar dados que treinarão modelos de IA especializados em ciência.
  • A Warp Sciences levantou US$ 215 milhões em financiamento, foi avaliada em US$ 865 milhões e tem como cofundadores Manohar Paluri, DJ Patil e Solomon Reisberg, focando na montagem de um laboratório automatizado para descoberta de medicamentos.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ex-diretor científico da OpenAI Kevin Weil anunciou, na quinta-feira (22), a criação da Warp Sciences, startup que pretende acelerar o desenvolvimento de medicamentos com inteligência artificial (IA) e robótica. A empresa quer automatizar etapas de pesquisa e se tornar uma alternativa às companhias chinesas que prestam serviços para a indústria farmacêutica dos Estados Unidos.

Weil deixou a OpenAI em abril, após liderar o desenvolvimento de uma ferramenta voltada à ciência. Na nova empresa, a proposta é usar robôs para executar experimentos, produzir diferentes versões de moléculas promissoras e gerar dados que ajudem a treinar modelos de IA especializados em pesquisa científica.

Como a Warp Sciences pretende usar IA e robôs

O trabalho de desenvolvimento de medicamentos pode exigir a criação e o teste de centenas ou milhares de versões de uma molécula até que os pesquisadores encontrem características consideradas mais promissoras. A Warp Sciences pretende automatizar parte desse processo para aumentar a escala dos experimentos e acelerar a coleta de resultados.

“Laboratórios robóticos nos permitirão fazer ciência em escala massiva — e gerar os dados para treinar modelos de IA incríveis para a ciência”, escreveu Weil em seu perfil oficial na rede social X.

Segundo o cofundador, a empresa já adquiriu braços robóticos e chips de inteligência artificial para estruturar o laboratório automatizado. A equipe também pretende utilizar câmeras e luvas com sensores de pressão para registrar informações durante os experimentos químicos.

Esses registros poderão alimentar os modelos desenvolvidos pela própria startup. A expectativa é que os dados produzidos em laboratório contribuam para aprimorar os sistemas de IA e tornar os procedimentos mais rápidos e eficientes. O desempenho dessa abordagem, porém, dependerá dos resultados obtidos durante a operação.

Tensões entre Estados Unidos e China abrem espaço

A Warp Sciences também surge em meio a preocupações de empresas americanas com a dependência de fornecedores chineses em etapas importantes da pesquisa farmacêutica.

Companhias da China oferecem serviços de testes, síntese de compostos e aprimoramento de moléculas, frequentemente procurados por farmacêuticas devido aos custos e à velocidade de execução. As tensões entre Washington e Pequim, especialmente em áreas estratégicas como inteligência artificial e biotecnologia, aumentaram as preocupações sobre a segurança das cadeias de fornecimento e o compartilhamento de informações sensíveis.

Um dos casos citados nesse contexto é o da WuXi AppTec, empresa chinesa de serviços farmacêuticos que foi alvo de medidas restritivas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. A possibilidade de restrições e as incertezas regulatórias alimentaram o debate sobre a dependência de fornecedores estrangeiros.

Weil defendeu a retomada de capacidades científicas nos Estados Unidos. “Precisamos repatriar capacidades científicas críticas da China, para que não percamos nossa indústria farmacêutica da mesma forma que perdemos a solar, drones e manufatura”, afirmou na rede social X.

A Warp Sciences pretende aproveitar esse cenário para oferecer uma estrutura doméstica de pesquisa e experimentação. A proposta combina uma motivação industrial e geopolítica com o objetivo de automatizar processos científicos.

Startup recebe US$ 215 milhões em financiamento

Para iniciar as operações, a Warp Sciences levantou US$ 215 milhões em uma rodada de financiamento. O valor corresponde a aproximadamente R$ 1,08 bilhão, segundo a conversão informada na divulgação original.

A rodada foi liderada pela Lightspeed, com participação da Lux Capital, IVP e Menlo Ventures, entre outros investidores. De acordo com Weil, o aporte avaliou a startup em US$ 865 milhões, cerca de R$ 4,3 bilhões.

Além de Weil, a empresa foi cofundada por Manohar Paluri, ex-Meta; DJ Patil, primeiro cientista-chefe de dados da Casa Branca; e Solomon Reisberg, ex-Terremoto Biosciences.

O financiamento deve apoiar a montagem e o desenvolvimento do laboratório automatizado e dos sistemas de inteligência artificial. A empresa ainda precisará demonstrar como a combinação de robótica, dados experimentais e modelos de IA se traduzirá em avanços concretos na descoberta de medicamentos.

IA na descoberta de medicamentos

A utilização de inteligência artificial na pesquisa farmacêutica busca ajudar cientistas a analisar dados, identificar moléculas candidatas e orientar experimentos. A robótica pode complementar esses sistemas ao executar tarefas repetitivas e ampliar o número de testes realizados.

A proposta da Warp Sciences é integrar essas etapas em um processo contínuo: modelos de IA orientam experimentos, robôs executam procedimentos e os resultados retornam ao sistema para aprimorar análises futuras.

A startup não anunciou, no material divulgado, medicamentos específicos em desenvolvimento nem prazos para eventuais resultados clínicos. Portanto, o financiamento e a automação representam o início de uma estratégia de pesquisa, e não a confirmação de que novos tratamentos já tenham sido descobertos.

Fontes: informações atribuídas a Kevin Weil e reportagens do TechCrunch e do The Next Web.

Com informações de André Luiz Dias Gonçalves.

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