Estudo da Amib revela discrepância na qualidade entre UTIs públicas e privadas no Brasil

Pesquisa com mais de 2,3 mil médicos aponta que avaliações positivas no setor privado chegam a dobrar em relação aos serviços do SUS.

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Estudo da Amib revela discrepância na qualidade entre UTIs públicas e privadas no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

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  • Inquérito da Amib com 2.338 médicos intensivistas apontou avaliações muito melhores para UTIs privadas do que para as públicas em diversos critérios de qualidade.
  • No SUS, apenas 22,7% consideram totalmente adequada a oferta de medicamentos essenciais e 24,1% a suficiência de leitos, contra 57,7% e 51,4%, respectivamente, na rede privada.
  • O único ponto de convergência entre os setores foi a percepção de excesso de burocracia e tarefas administrativas, e a Amib pretende usar o diagnóstico para defender melhorias que impactam 43.901 leitos de UTI no Brasil.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um inquérito nacional realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), com suporte do Conselho Federal de Medicina (CFM), revelou uma acentuada diferença de percepção entre os médicos quanto à qualidade das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) públicas e privadas no país. Os dados indicam que as avaliações positivas atribuídas aos serviços particulares chegam a ser o dobro das registradas na rede pública, enquanto as notas negativas no Sistema Único de Saúde (SUS) chegam a superar em até quatro vezes as do setor privado.

A pesquisa consultou 2.338 médicos intensivistas que avaliaram itens cruciais para a assistência de alta complexidade, atribuindo pontuações de 0 a 5 a critérios como disponibilidade de medicamentos, oferta de leitos, protocolos clínicos e especialização das equipes multiprofissionais. No quesito insumos, por exemplo, apenas 22,7% dos profissionais consideram a oferta de medicamentos essenciais totalmente adequada no SUS, proporção que atinge 57,7% na rede privada. Já na suficiência de leitos, a nota máxima foi concedida por 24,1% dos médicos na rede pública, contra 51,4% no setor particular.

A única convergência entre os dois segmentos ocorreu na avaliação sobre o excesso de burocracia e tarefas administrativas, consideradas elevadas tanto na rede pública quanto na privada. A Amib ressaltou que pretende encaminhar o diagnóstico aos gestores e órgãos de fiscalização para defender melhorias estruturais, destacando que eventuais intervenções de políticas públicas impactarão diretamente a gestão dos 43.901 leitos de UTI existentes no Brasil.

FAQ
Quantos médicos participaram da pesquisa sobre a situação das UTIs no Brasil?
O estudo ouviu 2.338 médicos que atuam na assistência de alta complexidade em unidades públicas e privadas de todo o país.

Qual critério teve avaliação semelhante entre a rede pública e a rede privada?
O único aspecto com percepção equivalente entre os profissionais de ambos os setores foi a sobrecarga com tarefas administrativas e burocráticas.

Quantos leitos de UTI são impactados pelas recomendações do levantamento da Amib?
O levantamento abrange o cenário de 43.901 leitos de UTI no país, divididos entre leitos adultos (34.927) e pediátricos ou neonatais (8.974).

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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