Brasil atinge menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos, aponta Unicef

Apesar do avanço histórico, a ONU faz um alerta para a desaceleração no ritmo de queda e destaca a violência como principal causa de morte entre adolescentes brasileiros.

Fonte: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - 20

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Brasil atinge menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos, aponta Unicef
© Marcello Casal/Agência Brasil

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  • Relatório da ONU aponta que o Brasil tem as menores taxas de mortalidade neonatal e infantil das últimas três décadas.
  • Unicef credita avanços a políticas integradas de saúde, mas alerta para desaceleração recente na queda da mortalidade neonatal.
  • Dados mostram alta mortalidade de jovens por causas externas e reforçam que cada US$ 1 investido em saúde infantil pode gerar até US$ 20 em retorno social.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Brasil alcançou um marco histórico na saúde pública: as menores taxas de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos das últimas três décadas. O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas, revela que a mortalidade de recém-nascidos (até 28 dias) despencou de 25 para cada mil nascidos em 1990 para apenas sete em 2024. O progresso entre crianças de até cinco anos foi ainda mais acentuado, caindo de 63 mortes por mil para 14,2 no mesmo período.

O Unicef atribui esse sucesso a um conjunto robusto de políticas integradas, como o Programa Saúde da Família, a expansão da rede de Atenção Básica e o incentivo à vacinação e amamentação. “O Brasil investiu em políticas que funcionam”, afirmou Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil. No entanto, o órgão alerta que o ritmo de melhora perdeu força: a queda anual na mortalidade neonatal, que era de 4,9% na década de 2000, baixou para 3,16% nos últimos 14 anos.

O Cenário da Juventude e Causas Externas

O relatório também traz dados alarmantes sobre a mortalidade de jovens entre 15 e 19 anos no Brasil, onde as causas externas superam as questões de saúde biológica:

Causa de Morte (15-19 anos) Meninos Meninas
Violência 49% 12%
Doenças Não Transmissíveis 18% 37%
Acidentes de Trânsito 14% –
Doenças Transmissíveis – 17%
Suicídio – 10%

Investimento com Retorno Social

As Nações Unidas reforçam que investir na sobrevivência infantil é uma das estratégias de desenvolvimento mais eficazes. Segundo o Unicef, cada US$ 1 investido em saúde e nutrição infantil pode gerar um retorno de até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos, ao aumentar a produtividade futura e reduzir gastos públicos com tratamentos complexos. O desafio agora, segundo a entidade, é garantir que essas políticas alcancem as populações mais vulneráveis, onde o acesso ainda é precário.

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