Homem agride vizinho com pedaço de madeira após conflito em condomínio na região central da capital

Investigados por crimes anteriores entram em conflito na região central de Porto Velho, culminando em atendimento médico de urgência e reconhecimento de legítima defesa.

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Uma intensa discussão entre moradores de um mesmo condomínio terminou com um homem de 37 anos gravemente ferido e o responsável pela agressão liberado após a Polícia Civil concluir que ele agiu para se defender. O episódio foi registrado no final da noite de sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, em um residencial situado no cruzamento das ruas Tenreiro Aranha e Quintino Bocaiúva, na região central de Porto Velho. Acionada para conter a confusão, uma equipe do 1º Batalhão da Polícia Militar encontrou o morador Renê P. de S. apresentando um ferimento grave com sangramento expressivo na altura do tórax e das costelas. Ele recebeu os primeiros socorros de equipes de resgate do SAMU e foi transferido às pressas ao pronto-socorro do Hospital João Paulo II, enquanto os PMs descobriram no sistema que ele cumpre pena por homicídio em regime semiaberto.

Ao colher os depoimentos de quem presenciou a cena, vizinhos confirmaram aos militares que a vítima transformou a rotina do local em um ambiente de tensão nos últimos meses, provocando e intimidando moradores de forma diária. Na sequência da apuração, os policiais entraram no bloco de apartamentos e detiveram o outro envolvido, Claudio S. S., de 34 anos, que também possui pendências judiciais e cumpre medidas cautelares com apresentação periódica em juízo. Ao dar sua versão, o suspeito revelou que vinha sendo ameaçado de forma insistente e, após uma nova provocação naquela noite, utilizou um pedaço de madeira para conter o avanço do vizinho e desferir o golpe, negando o uso de armas brancas em vistoria confirmada posteriormente pela guarnição.

Por conta do estado delicado em que a vítima foi hospitalizada, o autor do golpe chegou a receber voz de prisão no local e foi encaminhado à Central de Flagrantes. Porém, ao analisar o boletim de ocorrência, ouvir o histórico de perseguição relatado pelas testemunhas e notar que o suspeito usou meios moderados para cessar as agressões, o delegado plantonista concluiu que houve uso proporcional para a devida proteção pessoal. Com o reconhecimento formal da legítima defesa, o auto de prisão em flagrante foi relaxado, permitindo que o homem seja liberado para responder aos desdobramentos processuais em liberdade.

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