Petrobras anuncia reajuste de 55% no preço do querosene de aviação

Alta global do petróleo impulsionada por conflitos no Irã motiva repasse contratual; combustíveis representam cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.

Fonte: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - 20

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Petrobras anuncia reajuste de 55% no preço do querosene de aviação
© Arquivo/Agência Brasil

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  • Petrobras anunciou reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação, válido a partir de 1º de abril.
  • Alta do QAV, com variação entre 53,4% e 56,3%, decorre da subida do petróleo Brent acima de US$ 101 após conflitos no Oriente Médio.
  • Combustível representa cerca de 30% dos custos operacionais das aéreas, pressionando o setor e podendo encarecer passagens.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira, 1º de abril, um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV). O combustível, essencial para o abastecimento de aviões e helicópteros, sofreu o impacto direto da escalada nos preços internacionais do petróleo. A medida ocorre em um momento de forte instabilidade no mercado global, após o início de conflitos envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel, o que elevou o preço do barril tipo Brent para patamares acima de US$ 101.

O reajuste mensal, que é uma prática contratual da companhia, apresenta variações entre 53,4% e 56,3% dependendo do ponto de venda. Em Ipojuca (PE), por exemplo, o valor do litro saltou de R$ 3,49 para R$ 5,40. Já o preço mais acessível foi registrado em São Luís (MA), onde o combustível passou a custar R$ 5,38 por litro. Em fevereiro e março, as variações haviam sido mais discretas, com índices de -1% e 9%, respectivamente.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os gastos com combustível são um dos itens mais pesados na planilha das empresas aéreas, correspondendo a aproximadamente 30% das despesas operacionais totais. Com a nova tabela da Petrobras, que detém cerca de 85% da produção nacional de QAV, o setor de transporte aéreo deve enfrentar pressões imediatas em seus custos, o que pode refletir no valor das passagens para o consumidor final.

A crise energética atual é reflexo direto dos ataques iniciados em 28 de fevereiro na região do Oriente Médio, afetando rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Por este canal circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo, e qualquer ameaça ao fluxo logístico gera distorções imediatas na cadeia de suprimentos. Antes do início das hostilidades, a cotação do óleo bruto girava em torno de US$ 70, evidenciando uma valorização acentuada em pouco mais de um mês.

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