México celebra o Dia dos Mortos com La Catrina gigante de mais de 33 metros

Escultura monumental instalada na Cidade do México chama a atenção pela altura, riqueza de detalhes e vestido inspirado na tradição cultural mexicana; semelhanças com a presidente Claudia Sheinbaum também provocam comentários nas redes sociais.

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México celebra o Dia dos Mortos com La Catrina gigante de mais de 33 metros

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O México ganha um colorido especial neste domingo (1) com as celebrações do tradicional Dia dos Mortos. Ruas, praças e espaços públicos recebem enfeites, altares, velas e milhares de flores de cempasúchil, conhecidas pela tonalidade alaranjada intensa. Entre as atrações que mais chamam a atenção neste ano está uma gigantesca representação de La Catrina, com 33,411 metros de altura, instalada na Praça da Constituição, conhecida como Zócalo, na Cidade do México.

 

A escultura impressiona pelas proporções monumentais e pelos detalhes de sua composição. Com aparência de um esqueleto feminino, rosto de caveira e vestimenta elegante, a personagem aparece com um vestido de aproximadamente 27 metros de comprimento, ornamentado com referências aos tradicionais bordados mexicanos. A estrutura iluminada se destaca na paisagem da praça e pode ser observada a grandes distâncias. A obra recebeu reconhecimento do Guinness World Records como a Catrina mais alta do mundo.

Ao redor da escultura, a decoração acompanha a grandiosidade da instalação. Dezenas de milhares de flores de cempasúchil formam caminhos e composições ornamentais, criando um cenário predominantemente alaranjado. A combinação das flores, das luzes e dos elementos tradicionais transforma o espaço em um dos principais pontos de visitação durante as festividades.

A escultura também passou a provocar comentários nas redes sociais por uma possível semelhança com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. Internautas questionam se os traços e a aparência da personagem foram concebidos intencionalmente para lembrar a chefe de Estado ou se a associação surgiu apenas da interpretação de quem observa a obra. A discussão acrescentou um elemento de curiosidade à instalação, que já chama atenção pelo tamanho e pela riqueza de detalhes. Até o momento, essa semelhança deve ser tratada como uma interpretação de internautas, e não como uma intenção confirmada pelos responsáveis pela criação.

A comparação ganhou até um apelido nas redes: “Sheinbaumzilla”, uma combinação do sobrenome da presidente com Godzilla, o famoso monstro japonês. A brincadeira também se espalhou por montagens que colocam La Catrina em cenários de filmes e animações. Segundo publicações da imprensa mexicana, a associação com Sheinbaum surgiu principalmente por causa do penteado preso e do vestido rosa mexicano, características que internautas relacionaram ao visual da presidente. Não há, entretanto, confirmação de que os artistas tenham planejado essa semelhança.

A imagem de La Catrina, entretanto, tem uma história que vai muito além de sua aparência. Sua origem remonta a 1912, quando o ilustrador mexicano José Guadalupe Posada criou uma caveira feminina chamada La Calavera Garbancera. Inicialmente, a figura representava uma crítica social àqueles que renegavam suas origens indígenas para imitar os costumes europeus e aparentar pertencer às classes mais favorecidas.

Décadas depois, em 1947, o pintor e muralista Diego Rivera incorporou a personagem ao mural Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central, dando-lhe uma vestimenta sofisticada e popularizando o nome pelo qual é conhecida atualmente.

No México, o Dia dos Mortos é celebrado com uma relação diferente daquela observada no Brasil durante o Dia de Finados. Embora também seja um momento de saudade e homenagem aos familiares falecidos, a tradição mexicana é marcada por manifestações artísticas, música, comidas típicas e celebrações nas ruas. As famílias preparam altares com fotografias, velas, alimentos e objetos pessoais, enquanto as flores são utilizadas para simbolizar o caminho de retorno dos entes queridos.

A festa acontece principalmente nos dias 1º e 2 de novembro e transforma a lembrança da morte em uma manifestação de identidade cultural. Nesse cenário, La Catrina, com sua aparência de caveira elegantemente vestida, representa uma das imagens mais emblemáticas de uma tradição que celebra a memória, a ancestralidade e a continuidade dos laços entre os vivos e aqueles que já partiram. Reportagem com base em informações de NatGeo e EL Financero+2.

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