El Niño deve influenciar o clima em novembro; Rondônia terá atenção voltada a chuvas e temporais

El Niño deve atingir seu pico de intensidade em dezembro de 2026, com anomalia de até 3,8 °C no Pacífico Equatorial, enquanto a Região Norte acompanha os possíveis reflexos sobre as chuvas e a formação de temporais.

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El Niño deve influenciar o clima em novembro; Rondônia terá atenção voltada a chuvas e temporais

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O mês de novembro começa sob a influência de um El Niño em intensificação, fenômeno que deverá alcançar seu pico nos próximos meses e influenciar o comportamento do clima em diferentes regiões do Brasil. Em Rondônia, a atenção se volta à combinação de temperaturas elevadas, umidade atmosférica e instabilidade, condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva e temporais.

O cenário foi analisado pelos meteorologistas Luiz Fernando Nachtigall e Estael Sias, da MetSul Meteorologia, em publicação sobre as perspectivas climáticas para novembro de 2026. A avaliação considera o avanço do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e seus possíveis reflexos na circulação atmosférica.

Na Região Norte, o comportamento das chuvas merece atenção. As características climáticas da Amazônia, especialmente a elevada umidade e o calor, favorecem a formação de nuvens carregadas e episódios de instabilidade. Em Rondônia, esse conjunto de fatores contribui para a ocorrência de pancadas de chuva, trovoadas e tempestades, principalmente durante os períodos de maior aquecimento ao longo do dia.

Rondônia: calor, umidade e possibilidade de temporais

Novembro integra o período de intensificação das chuvas em Rondônia. O aquecimento durante o dia, associado à disponibilidade de umidade na atmosfera, favorece o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical, capazes de produzir chuva intensa em curto intervalo, descargas elétricas e rajadas de vento.

Os temporais podem atingir diferentes municípios, incluindo Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena. Entre os efeitos associados às tempestades estão alagamentos pontuais, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e dificuldades no trânsito.

El Niño e os reflexos no clima brasileiro

A análise de Luiz Fernando Nachtigall e Estael Sias destaca que os efeitos do El Niño não são uniformes em todo o território nacional. Enquanto determinadas regiões podem registrar alterações expressivas nos volumes de chuva e nas temperaturas, outras apresentam respostas atmosféricas diferentes, conforme a dinâmica dos sistemas meteorológicos.

Imagem: Emerson Barbosa

O fenômeno deve continuar no centro das atenções durante os próximos meses, especialmente diante da expectativa de alcançar seu pico de intensidade no fim de 2026. Seus reflexos poderão se estender até 2027, mantendo a influência sobre os padrões climáticos.

Em Rondônia, o acompanhamento das condições meteorológicas será importante durante novembro, sobretudo em períodos de instabilidade, quando a combinação de calor e umidade pode favorecer tempestades com chuva forte, raios e ventos intensos.

El Niño pode atingir intensidade excepcional no fim de 2026

De acordo com informações da Organização Meteorológica Mundial (OMM), as previsões de diferentes modelos climáticos indicam que o El Niño deverá ganhar ainda mais intensidade entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A anomalia média da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 poderá alcançar aproximadamente 3,8 °C, com tendência de aquecimento até dezembro, quando o fenômeno deverá atingir seu pico.

As projeções também apontam mudanças nas condições dos oceanos Índico e Atlântico. No Índico, o Dipolo do Oceano Índico (IOD), atualmente positivo, deverá perder intensidade e se aproximar da neutralidade. Já o Atlântico Tropical Norte e Sul devem permanecer com águas mais quentes que a média histórica.

Esse conjunto de condições oceânicas é relevante para o acompanhamento do clima na Amazônia. Em Rondônia, a evolução do El Niño precisa ser analisada em conjunto com a temperatura das águas do Atlântico Tropical, a circulação atmosférica e a disponibilidade de umidade na região.

A ocorrência de temporais também merece atenção. O calor e a umidade característicos da região favorecem a formação de nuvens carregadas, com possibilidade de chuva intensa, trovoadas, descargas elétricas e rajadas de vento. Com informações de MetSul e OMM.

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