Indígenas denunciam aumento de ataques e ameaças após resultado das eleições

Incêndio criminoso destruiu casa de rezadeira de 90 anos e MPF apura ameaças de envenenamento feitas por servidores municipais em Tacuru.

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Indígenas denunciam aumento de ataques e ameaças após resultado das eleições
© Valter Campanato/Agência Brasil

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  • Comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul denunciaram mais de 30 episódios de violência ligados ao contexto eleitoral, incluindo atropelamentos com mortes, agressões físicas e ameaças.
  • Um incêndio criminoso destruiu a casa e objetos sagrados da rezadeira Ñandesy Roberta, de 90 anos, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, enquanto áudios atribuídos a servidores municipais incitavam envenenar a água da aldeia e confronto armado.
  • O Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o MPF-MS adotaram medidas como força-tarefa interministerial, notificações à Prefeitura de Tacuru e afastamento preventivo de servidores para investigar e apurar os crimes.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Comunidades indígenas do estado de Mato Grosso do Sul voltaram a denunciar uma escalada de atos de violência, ameaças e ataques ostensivos após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais. Entre as ocorrências mais graves registradas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) está o incêndio criminoso que destruiu a casa e objetos sagrados da rezadeira Ñandesy Roberta, de 90 anos, na aldeia Jaguapiré, município de Tacuru.

De acordo com lideranças do povo Guarani Kaiowá, a Apib contabiliza mais de 30 episódios de violência associados ao contexto eleitoral no estado, incluindo atropelamentos com mortes, agressões físicas e ameaças diretas. Na cidade de Tacuru, a 427 quilômetros da capital Campo Grande, áudios atribuídos a servidores da prefeitura municipal circularam com incitações ao envenenamento do sistema de água da aldeia e ameaças ostensivas de confronto armado devido à votação registrada na comunidade.

Diante da gravidade dos relatos, o Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acionaram a Polícia Federal (PF) para acompanhar as ocorrências. O ministro Eloy Terena anunciou o estabelecimento de uma força-tarefa interministerial em conjunto com o Ministério da Justiça para centralizar as apurações e identificar os autores dos crimes e incitações contra as populações originárias.

Paralelamente, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) notificou a Prefeitura de Tacuru com prazo de 48 horas para prestar esclarecimentos sobre a conduta dos servidores e instaurar processos administrativos disciplinares. A administração municipal confirmou o afastamento preventivo dos funcionários envolvidos nas gravações enquanto o procedimento é conduzido.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual ato de violência grave foi registrado na aldeia Jaguapiré, em Tacuru?
A residência e os objetos sagrados de rituais da rezadeira Ñandesy Roberta, de 90 anos, foram destruídos por um incêndio criminoso.

De que forma os servidores do município de Tacuru ameaçaram a comunidade indígena?
Áudios atribuídos aos funcionários sugeriam envenenar a água de abastecimento da aldeia e faziam ameaças diretas de violência física por razões políticas.

Quais providências o governo federal tomou diante da escalada de ataques no Mato Grosso do Sul?
Foi criada uma força-tarefa interministerial sob a coordenação do Ministério dos Povos Indígenas e da Polícia Federal para investigar as denúncias.

O que determinou o Ministério Público Federal (MPF-MS) em relação à Prefeitura de Tacuru?
O MPF-MS fixou prazo de 48 horas para a prefeitura prestar informações e recomendou o afastamento e apuração disciplinar dos servidores envolvidos.

 

Com informações de Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

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