Saúde em Porto Velho: saiba quando procurar UBS ou UPA

Dados de 2026 mostram que 65,3% dos atendimentos classificados nas unidades de urgência foram considerados pouco urgentes ou não urgentes; faltas em consultas também desafiam a rede municipal.

Publicado em

Saúde em Porto Velho: saiba quando procurar UBS ou UPA
Fotos: Secom

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • A Prefeitura de Porto Velho orienta a população a escolher entre UBS e UPA conforme sintomas e gravidade, para organizar o atendimento e reduzir a sobrecarga na urgência.
  • Entre os 319.645 atendimentos de urgência com classificação de risco em 2026, 65,3% (208.824) foram verdes ou azuis, enquanto as UBS registraram 43.770 faltas em consultas agendadas entre janeiro e setembro.
  • A Semusa destaca que UBS devem ser procuradas para casos leves e rotineiros, UPAs para situações agudas, e pede que pacientes informem ausências para melhorar o uso dos recursos da rede.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Prefeitura de Porto Velho orienta a população a procurar a unidade de saúde adequada conforme os sintomas e a gravidade de cada caso. A medida busca organizar o atendimento, reduzir a sobrecarga nas unidades de urgência e emergência e melhorar o aproveitamento das consultas agendadas na Atenção Básica.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), dados dos dois primeiros quadrimestres de 2026 apontam que 208.824 dos 319.645 atendimentos com classificação de risco realizados na rede municipal de urgência receberam classificação verde ou azul, correspondentes a quadros pouco urgentes ou não urgentes.

Outro desafio são as faltas em consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas 43.770 ausências em consultas agendadas, conforme levantamento do Departamento de Atenção Básica (DAB).

Maioria dos atendimentos recebeu classificação verde ou azul

De acordo com o Departamento de Média e Alta Complexidade (DMAC), os dados foram registrados por meio do Protocolo de Manchester, sistema utilizado para classificar pacientes conforme a gravidade do quadro clínico e estabelecer a prioridade do atendimento.

Do total contabilizado, 65,3% dos casos receberam classificação verde, para situações pouco urgentes, ou azul, para situações não urgentes.

Entre as unidades com maior número de atendimentos nessas categorias estão:

  • UPA Zona Leste: 52.564 registros;
  • UPA Zona Sul: 51.657 registros;
  • Pronto-Atendimento Ana Adelaide: 40.503 registros.

A classificação de risco não significa que o paciente deixará de receber atendimento. Ela determina a prioridade conforme a condição clínica, de modo que pessoas em situações mais graves sejam atendidas primeiro.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o acompanhamento dos indicadores ajuda a identificar necessidades e planejar melhorias nos serviços municipais.

“Trabalhar com dados nos dá a clareza necessária para melhorar a saúde pública de Porto Velho. Quando o cidadão entende que a UPA é para emergências e que o posto de bairro está pronto para os casos mais leves, toda a rede funciona melhor”, declarou.

Faltas em consultas afetam a organização das UBS

Além da procura por atendimentos de menor gravidade nas unidades de urgência, a Semusa aponta o não comparecimento às consultas agendadas como um dos desafios da rede municipal.

Entre janeiro e setembro de 2026, as unidades com maior número de faltas foram:

  • UBS Castanheiras: 1.987 ausências;
  • UBS Agenor de Carvalho: 1.941 ausências;
  • UBS Caladinho: 1.684 ausências.

Quando o paciente não comparece e não avisa a unidade, o horário reservado pode ficar ocioso, dificultando o aproveitamento da agenda por outras pessoas que precisam de atendimento.

Por isso, a orientação da Semusa é comunicar a unidade de saúde com antecedência sempre que não for possível comparecer à consulta. O aviso permite que a equipe organize os horários conforme a disponibilidade do serviço.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, ressaltou a importância de utilizar cada serviço conforme sua finalidade e de informar previamente as ausências.

“Os atendimentos verdes e azuis representam quadros leves que podem ser resolvidos na Atenção Básica. Quando a população busca a UPA para esses casos ou falta a uma consulta agendada sem avisar, o sistema é sobrecarregado. Precisamos do apoio de todos para garantir agilidade a quem realmente precisa”, afirmou.

Quando procurar uma UBS ou uma UPA?

A escolha da unidade depende dos sintomas, da necessidade de acompanhamento e da gravidade da situação.

Unidade Básica de Saúde (UBS)

As UBS são indicadas para consultas de rotina, vacinação, prevenção de doenças, acompanhamento de condições crônicas e avaliação de sintomas leves, quando não há sinais de gravidade.

Essas unidades também acompanham a saúde dos moradores ao longo do tempo e ajudam a identificar necessidades de cuidado antes que determinados problemas se agravem.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Pronto-Atendimento (PA)

As UPAs e os PAs atendem situações que exigem avaliação rápida, como dores intensas no peito, falta de ar, acidentes e outros quadros que não podem esperar por uma consulta programada.

O atendimento é organizado pela classificação de risco. Por isso, a ordem de chegada não determina necessariamente a ordem de atendimento: pacientes em condições mais graves têm prioridade.

Em situações de emergência, como dificuldade intensa para respirar, dor forte no peito ou perda de consciência, é necessário buscar ajuda imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, pode ser acionado quando houver necessidade de atendimento pré-hospitalar.

Organização da rede depende da participação dos pacientes

Para a Semusa, o uso adequado dos serviços e a comunicação sobre consultas perdidas são medidas que podem contribuir para organizar os atendimentos e aproveitar melhor os recursos disponíveis.

A orientação é procurar a UBS para cuidados de rotina e acompanhamento regular, enquanto situações agudas que exigem avaliação rápida devem ser encaminhadas às unidades de urgência.

A Secretaria também reforça que sintomas intensos ou uma piora repentina do estado de saúde exigem avaliação urgente, independentemente da rotina de consultas.

Com informações de Taiana Mendonça

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS