Coluna Espaço Aberto – IPS Brasil 2025: o espelho que Rondônia precisa encarar

Índice revela avanços pontuais, retrocessos regionais e a necessidade de políticas públicas mais consistentes.

Fonte: Cícero Moura - 50

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Coluna Espaço Aberto – IPS Brasil 2025: o espelho que Rondônia precisa encarar

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PESQUISA

Os números divulgados pelo IPS Brasil 2025 — índice que avalia a qualidade de vida dos municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais — são mais que estatísticas.

PESQUISA 2

São um diagnóstico preciso sobre quem somos, onde estamos e o quanto ainda precisamos caminhar.

NOSSO ESTADO

Rondônia, com 56,79 pontos, aparece abaixo da média nacional de 61,96. Não é apenas um sinal amarelo; é um convite urgente à reflexão e à ação.

BOM EXEMPLO

No topo do ranking estadual, Cacoal atingiu 60,95 pontos, puxando para cima o desempenho rondoniense.

BOM EXEMPLO 2

A cidade demonstra bons resultados em Moradia e Nutrição e Cuidados Médicos Básicos.

BOM EXEMPLO 3

Áreas que, quando bem estruturadas, impactam de forma direta e profunda a dignidade das pessoas.

BOA COLOCAÇÃO

No cenário nacional, ocupa a 1.857ª posição entre mais de 5 mil municípios, um feito relevante que mostra que qualidade de vida não é privilégio das grandes capitais, mas fruto de planejamento, investimento público e continuidade de políticas.

PORTO VELHO

A capital Porto Velho aparece apenas em 13º lugar no estado, com 57,25 pontos — um resultado que deveria incomodar mais do que incomoda.

DIFERENÇA

Se por um lado há um destaque nacional expressivo no componente de Acesso à Educação Superior, colocando a cidade entre as 60 melhores do país, por outro o desempenho geral revela que o básico ainda tropeça.

CORRIGIR ERROS

Uma capital com tamanho peso econômico e político não pode se contentar com a zona intermediária do ranking. O que falta não é potencial — é prioridade.

FEIO

Na outra extremidade, o caso de Cujubim é sintomático. Com 46,37 pontos, apresenta o pior desempenho de Rondônia, especialmente no componente de Qualidade do Meio Ambiente.

TEM OUTRAS

O dado não pode ser visto isoladamente: as cidades de Nova Mamoré e Monte Negro, também abaixo de 50 pontos, figuram entre os 190 municípios com pior qualidade de vida em todo o país.

DESEQUILÍBRIO

Esses números apontam para um desequilíbrio profundo entre regiões, revelando que enquanto algumas cidades avançam, outras permanecem à margem.

OBSERVAÇÃO

A desigualdade interna de Rondônia é um alerta tão grave quanto qualquer indicador nacional.

OBSERVAÇÃO 2

O índice confirma que Rondônia tem potencial para figurar entre os melhores estados do país, mas falta coesão nas políticas públicas.

CONJUNTO DA OBRA

Falta planejamento territorial. Falta constância nos investimentos estruturantes. Falta compreender que qualidade de vida não se mede apenas por obras visíveis, mas pela soma de fatores que tornam o cotidiano mais digno, justo e sustentável.

OPINIÃO

Não se trata de um problema isolado, de um governo ou de uma gestão específica. Trata-se de uma cultura de desenvolvimento desigual e descontinuado que, enquanto persistir, continuará empurrando para trás cidades que já lutam contra desafios históricos.

OPINIÃO 2

O IPS Brasil 2025 não é um atestado de fracasso, mas um roteiro de prioridades.

OPINIÃO 3

Mostra que Rondônia sabe acertar — como prova Cacoal — mas também mostra que ainda tolera erros estruturais que custam caro à população, especialmente nos municípios mais vulneráveis.

OPINIÃO 4

Porto Velho precisa assumir o protagonismo que ainda não exerce. Cidades como Cujubim, Nova Mamoré e Monte Negro precisam de políticas consistentes, permanentes e territorializadas.

OPINIÃO 5

O estado como um todo precisa, acima de tudo, decidir se vai continuar convivendo com desigualdades internas gritantes ou se terá coragem de enfrentá-las.

OPINIÃO 6

Porque, no fim, indicadores só mudam quando a vida das pessoas muda primeiro. E isso exige mais que números.

OPINIÃO 7

Exige vontade política, compromisso social e respeito à dignidade de quem vive em cada canto deste estado.

FILIAÇÃO

O partido Progressistas comemorou a filiação de novas lideranças que já estão conectadas visando às eleições de 2026.

FILIAÇÃO 2

A presidente regional do Progressistas, deputada federal Sílvia Cristina, comandou a solenidade que teve as assinaturas de filiação do deputado estadual Ismael Crispin, a professora Agna Souza e os médicos Maiquy Paulo e Wenceslau Ruiz.

FILIAÇÃO 3 

Eu conversei com a deputada e ela ainda não sabe como ficará a chapa majoritária onde vai estar disputando o Senado Federal. Silvia disse que vai apoiar o candidato escolhido pela Federação. Hoje o nome mais presente seria do vice-governador Sérgio Gonçalves.

FRASE

Boas políticas públicas são a prova de que um governo não precisa fazer milagre: basta deixar de atrapalhar o povo.

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