Ministro do STF autoriza visita do presidente do PL a Jair Bolsonaro

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recebeu permissão de Alexandre de Moraes para encontrar o ex-presidente em sua prisão domiciliar.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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Ministro do STF autoriza visita do presidente do PL a Jair Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro. A visita está agendada para 28 de agosto, com duração prevista das 10h às 18h. A permissão foi emitida após um pedido formal feito pela defesa de Bolsonaro, conforme a determinação anterior de Moraes.

Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por uma decisão do próprio ministro Alexandre de Moraes. As visitas ao ex-presidente foram restringidas a familiares e aliados próximos, todos sujeitos à aprovação prévia do Supremo. O político Valdemar Costa Neto havia tido um pedido anterior negado por tê-lo protocolado diretamente no tribunal, e não por meio da equipe de advogados de Bolsonaro.

O pedido para a visita foi feito por Valdemar na terça-feira (12) e atendido nesta sexta-feira (15). A decisão de Moraes foi baseada no novo protocolo, que exige que solicitações de visitas partam da defesa do ex-presidente. A liberação veio após a demonstração de que o próprio Bolsonaro tinha interesse em receber o presidente do seu partido.

A medida de prisão domiciliar foi imposta a Bolsonaro porque o ministro entendeu que ele estava utilizando as redes sociais de seus filhos para violar uma proibição judicial, contornando a restrição de comunicação imposta pela Justiça.

As restrições de Moraes estão inseridas no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. O deputado é investigado por sua suposta atuação nos Estados Unidos para promover retaliações contra o governo brasileiro e membros do STF. Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato e se mudou para os Estados Unidos, alegando perseguição política. O ex-presidente é investigado neste mesmo processo por supostamente ter enviado dinheiro via Pix para bancar a estadia do filho no exterior.

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