Opinião de Primeira – Salvar a própria pele e a da família é um direito de quem foge de seus algozes

Coluna aborda a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, os possíveis cortes no futuro governo de Marcos Rogério, mudanças na Educação, articulações políticas e outros assuntos que movimentam Rondônia e o país.

Fonte: Sergio Pires

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Opinião de Primeira – Salvar a própria pele e a da família é um direito de quem foge de seus algozes

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  • Marcos Rogério, governador eleito de Rondônia, prepara um pacote inicial de corte de despesas, redução de cargos e ajustes na estrutura do governo, com foco prioritário na saúde pública.
  • O governo Marcos Rocha exonerou Massud Jorge Badra da Secretaria de Educação a dois meses do fim do mandato, nomeando o policial militar Alisson Maia Souza, após uma sequência de trocas no comando da Seduc.
  • Operação da Polícia Federal prendeu o presidente do TCE de Mato Grosso, Sérgio Ricardo Almeida, e outros integrantes do tribunal, sob suspeita de participação em esquema ilegal envolvendo contratos, recursos públicos e movimentações financeiras atípicas.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Em dezembro de 2025, María Corina Machado, símbolo da resistência à sangrenta ditadura de Nicolás Maduro, conseguiu enganar as autoridades de seu país e fugiu da Venezuela. Poderia ter sido presa ou até morta, caso tivesse sido capturada. Ela saiu do país disfarçada. Primeiro, usou um barco e, depois, um avião para chegar em segurança à liberdade.

Após o golpe civil-militar de 1964, muitos políticos ligados ao governo deposto encontraram no exílio a chance de escapar das retaliações do novo governo militar. Leonel de Moura Brizola chegou ao Uruguai no início de maio de 1964, dando início ao seu período de exílio. Seguiu o mesmo caminho do presidente João Goulart. Se tivessem ficado no Brasil, poderiam ter sido presos ou mortos.

Ditaduras são ditaduras, não importa qual falsa máscara usem. Getúlio Vargas foi um ditador tenebroso, que nunca respeitou adversários, mas voltou ao poder pelas mãos do povo. Quando confrontado com uma oposição arrasadora, preferiu se suicidar.

E assim segue a história. Os gurus da esquerda nunca são covardes. Nunca fogem. Apenas salvam suas vidas, que seriam perdidas em gélidas prisões ou em fuzilamentos e assassinatos frios e calculistas.

Mas não se podem ignorar os fuzilamentos ocorridos na Cuba comunista, a mando de Fidel Castro e, em muitos casos, com a presença física de Che Guevara, seu maior aliado, admirado por jovens apaixonados por uma versão da história que estaria muito distante da verdade. Por isso, segundo essa visão, escondeu-se que Che Guevara odiava gays e adversários e os sentenciava à morte.

Quando os fugitivos são de esquerda, socialistas ou comunistas, há defensores com todos os argumentos. Mas, quando o direitista ou conservador é quem precisa salvar sua pele, aí ele é um covarde, que deveria ficar para enfrentar a cadeia ou os fuzis.

Claro que os radicais de esquerda (e eles existem, embora só falem em radicais de extrema direita!) estão tentando criar uma narrativa das mais duras e críticas à fuga cinematográfica de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, um dia após perder a eleição no Brasil. Até porque, minutos depois do resultado, a dura perseguição começou.

Só alguém descerebrado, ignorante ou cego pela ideologia poderia defender que ele e sua família não corriam perigo no Brasil. Que sua vida não estava ameaçada. Ou que não iria para trás das grades, sem condenação anterior, sem provas de crimes e sem ter direito à ampla defesa.

Flávio salvou sua pele e sobreviverá. Do mesmo jeito que Brizola, Goulart, Corina e tantos outros que fugiram nos anos de chumbo. Da mesma forma que fugitivos do regime cubano enfrentam tubarões para sair da ilha-prisão.

Que contem a lorota que quiserem: por aqui, adversários ou grandes opositores do governo e do STF (que, no fundo, são a mesma coisa!) têm que cair fora. Senão…

Marcos Rogério prepara cortes profundos na própria estrutura do governo para iniciar seu mandato

O trabalho ainda é complexo, mas a equipe de transição de Marcos Rogério continua levantando dados sobre a situação do Estado, para que o governador eleito consiga ter uma visão real do que começará a comandar a partir de 6 de janeiro do ano que se aproxima rapidamente.

Claro que os comentários sobre o que está sendo levantado não chegam ao público, mas, em conversas pessoais, sabe-se que há situações bastante difíceis, ao menos para os primeiros meses da administração.

O que se sabe é que Marcos Rogério pretende lançar, logo no início do mandato, quem sabe até no primeiro dia, um pacote de medidas com cortes de despesas, redução de cargos comissionados e várias outras decisões, inclusive com cortes profundos na própria estrutura do governo. Economia total será a palavra de ordem no início de sua administração.

A intenção imediata é começar com uma série de medidas que reduzam os graves problemas enfrentados pela saúde pública. Ainda não se tem ideia de quais serão essas decisões, mas elas estão sendo estudadas por pessoas próximas ao governador eleito.

Por enquanto, Marcos Rogério ainda está analisando nomes para seu futuro secretariado. Já tem alguns definidos, claro, mas não anunciou ninguém. O governador que assume em janeiro ainda não decidiu se vai informar suas escolhas à medida que forem feitas ou se deixará para comunicar toda a equipe de uma só vez.

Governador troca o comando da Educação a dois meses do fim de seu mandato

Foi uma surpresa a exoneração de Massud Jorge Badra do comando da Secretaria de Estado da Educação. Ele havia assumido o posto sob fortes elogios do governador Marcos Rocha e deixou a função a dois meses do fim do governo, após apenas sete meses e meio à frente da pasta. Os decretos de exoneração e de nomeação de seu substituto foram publicados na noite de terça-feira.

Claro que não há informações oficiais sobre os motivos da substituição pelo policial militar Alisson Maia Souza, que provavelmente completará o mandato à frente da Seduc. No entanto, ouve-se nos bastidores que Badra não teria concordado com algumas medidas que seriam tomadas na secretaria sob seu comando.

A Seduc teve vários comandantes no atual governo. Começou com o elogiadíssimo professor Suamy Vivecananda, que deixou o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, em 2022. Foi substituído por Ana Pacini, que permaneceu no posto de abril de 2022 até setembro do ano passado. A saída de Pacini também foi surpreendente.

Logo depois, assumiu o posto a professora de Porto Velho, Albaniza Batista. Ela ficou no cargo até março deste ano, quando Badra foi convidado para assumir a função.

Massud Jorge Badra comandou o setor por menos de 230 dias, sem que houvesse qualquer crítica ao seu trabalho (pelo contrário!). Sua saída, tão pouco tempo antes do fim da atual administração, também é cercada de interrogações.

O momento de Léo: vitorioso nas urnas e com uma administração cheia de inovações, ele terá bom espaço no novo governo

Com um governo bem-sucedido, em alta junto à população de sua cidade, abraçado e cumprimentado por onde passa, com enorme sucesso de seus vídeos nas redes sociais e com sua mãe eleita suplente do senador Fernando Máximo, Léo Moraes vive um grande momento em sua vida pública.

Nesse cenário, a eleição do governador Marcos Rogério, a quem apoiou desde a primeira hora, representa também uma grande vitória política. O apoio do prefeito foi vital para que Rogério conquistasse quase 135 mil votos em Porto Velho.

Por isso, é óbvio que Léo terá uma fatia no futuro governo. Já está decidido que ele indicará o novo diretor-geral do Detran. O nome mais cotado é o de seu parceiro e amigo de longa data, Oscar Dias Neto, que, aliás, trabalhou com Léo no órgão quando ele o comandou. Nada foi oficializado até agora, mas este blog tem informações de fontes consideradas altamente confiáveis para apresentar essa possibilidade.

E não ficará por aí. Nos bastidores, comenta-se que a parceria com Marcos Rogério será ainda mais consolidada com a indicação do comando de pelo menos mais uma secretaria. Isso já estaria decidido, embora ainda não se saiba qual área fará parte do acordo.

A verdade é que Léo Moraes, com um governo dinâmico e recheado de inovações, um marketing bem-sucedido, que ele mesmo comanda pelas redes sociais, e acordos políticos que estão dando certo, tem pela frente um futuro que se prevê longo e produtivo. O jovem político, que mal chegou aos 40 anos, reúne condições para isso. Basta observar para se ter essa certeza.

Novo governador pode contar com ampla maioria na Assembleia Legislativa desde o início

Tudo indica que o novo governador rondoniense terá ampla maioria na Assembleia Legislativa, assim como ocorreu com o atual. Marcos Rogério elegeu uma bancada de sete deputados do PL, mas já teria a certeza do apoio de pelo menos outros dez parlamentares.

Na oposição, Rogério terá, principalmente, as duas mulheres eleitas pelo PT: Fátima Cleide e Cláudia de Jesus. Os eleitos pelo PL foram Delegado Lucas Torres, Nim Barroso, Jean Mendonça, Luizinho Goebel, Dra. Taíssa Sousa, Alan Queiroz e Wiveslando Neiva. Desse grupo pode sair o novo presidente da Casa, embora isso ainda dependa de uma série de acordos políticos. Jean Mendonça, Lucas Torres e Alan Queiroz formam o trio mais citado.

De onde viriam os outros votos para a ampla maioria? Algumas manifestações de apoio ao futuro governador já são públicas, começando pelos deputados Ismael Crispin e Cássio Góis. Ambos declararam publicamente apoio a Marcos Rogério. Paulo Moraes Júnior e o Delegado Araújo, dois novatos, também devem entrar nesse grupo. Dr. Gilbert e Dr. Luis do Hospital, ambos do Partido Novo, também devem fazer parte desse time.

Com esses nomes, Marcos Rogério já teria maioria simples. Mas pelo menos outros cinco deputados devem integrar a base desde o início da futura administração.

Claro que a decisão final de parte dos parlamentares eleitos e reeleitos passa pela escolha do novo presidente e da Mesa Diretora da Assembleia. Mas a tendência é que Marcos Rogério comece a governar com uma maioria muito folgada no Parlamento rondoniense.

Deputado até janeiro, Cirone Deiró começa a ser um nome forte para a Prefeitura de Cacoal em 2028

Desde o fim do primeiro turno da eleição, em que Cirone Deiró, candidato a vice-governador na chapa liderada por Hildon Chaves, não se elegeu, começou um movimento político em Cacoal para que o ainda deputado estadual, cujo mandato vai até 31 de janeiro, seja candidato a prefeito da cidade em 2028.

Lideranças da comunidade têm procurado Deiró, incentivando-o a aceitar o desafio. O deputado alega que, por enquanto, quer concluir seu mandato, acompanhar obras que estão sendo realizadas com recursos de suas emendas e só depois começar a tratar do futuro.

Em sua prestigiada coluna RD Política, o conhecido jornalista Waldir Costa divulgou, em primeira mão, a informação sobre a eventual candidatura de Deiró para a sucessão do atual prefeito, Tony Pablo. Por enquanto, a possível candidatura de Cirone Deiró ainda está apenas no campo das articulações futuras, mas ele é, certamente, um dos nomes mais fortes de Cacoal para disputar a Prefeitura.

O deputado, que está em seu segundo mandato e abriu mão de uma reeleição praticamente certa para disputar o governo ao lado de Hildon Chaves, tem um longo currículo de serviços prestados à cidade. Líder empresarial, foi vice-prefeito na gestão de Glaucione Rodrigues, já foi secretário de Obras e cumpriu várias missões, sempre com sucesso e competência.

Embora ainda seja muito cedo, é sempre bom lembrar que os projetos políticos começam bem antes de sua concretização. Portanto, é um nome quentíssimo para 2028, em Cacoal!

Ações ambientais contra produtores e pedágio abusivo: e agora, quem poderá nos defender?

A derrota de Flávio Bolsonaro terá várias consequências para Rondônia. Uma delas será a questão ambiental. Com a vitória de Lula, os programas de ataques a produtores rurais, destruição de balsas de garimpeiros e queima de casas de pequenos produtores, como ocorreu em um passado recente, podem voltar agora com força ainda maior.

Outra preocupação com a derrota do bolsonarista é que se torna praticamente impossível que o atual governo modifique o sistema de cobrança de pedágios na BR-364 privatizada. O governador eleito Marcos Rogério já havia acertado com Flávio que, caso ele fosse eleito presidente, um dos primeiros temas de Rondônia a serem tratados seria o pedágio em nossa principal rodovia. Agora, o assunto deve esfriar…

Sem ter representantes eleitos para o Senado ou para a Câmara Federal alinhados ao governo, Rondônia ficou sem um interlocutor forte junto à administração Lula. A única esperança, a partir de agora, seria que o ainda senador Confúcio Moura, o rondoniense mais próximo do presidente reeleito, aceitasse defender causas como as ambientais e a do pedágio, posições que ele dificilmente assumirá.

O ex-deputado federal Expedito Netto, que deve voltar ao governo federal em algum cargo (ainda não se sabe qual), não tem, junto ao presidente e ao Palácio do Planalto, a mesma proximidade de Confúcio.

Diante das grandes questões e dos problemas mais graves do Estado, será que o governo central vai mudar algo que já decidiu e que está em andamento para beneficiar uma ampla maioria de uma população que o rejeitou em todos os 52 municípios? Quem responder que sim também acredita em Papai Noel.

Vagão do trenzinho que faz parte da história da Madeira-Mamoré é revitalizado pela Energisa

A Prefeitura da capital decidiu, entre as inovações oferecidas à população, trazer de volta o trenzinho dos passeios na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A Energisa participou desse processo. Parte do que antes era apenas lembrança ganhou vida novamente em Porto Velho.

O vagão PP56, que um dia percorreu os trilhos da histórica Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, passou por uma revitalização completa. O trabalho incluiu recuperação de peças, pintura interna e externa, reforma dos bancos, portas e janelas, além da lubrificação dos componentes mecânicos, sempre respeitando suas características originais.

A revitalização do vagão contou com o apoio da Energisa Rondônia, que reconhece a importância histórica, cultural e social da ferrovia para os rondonienses.

“Revitalizar esse vagão é muito mais do que recuperar uma estrutura. É preservar nossas raízes e garantir que as próximas gerações conheçam de perto uma história que ajudou a construir Rondônia. Para a Energisa, é uma alegria contribuir com esse resgate”, destaca Fernando Tupan, gerente institucional da distribuidora.

Inaugurada em 1912, a Madeira-Mamoré teve papel fundamental na formação de Porto Velho e no desenvolvimento de Rondônia. Para Antônio Manoel, ex-ferroviário, acompanhar a recuperação desse patrimônio é motivo de emoção.

“Rondônia existe por causa da estrada de ferro. Para nós, ferroviários, é uma felicidade muito grande ver esse trabalho de recuperação e saber que a população poderá sentir novamente o que é andar sobre os trilhos da Madeira-Mamoré!”

Ação da Polícia Federal mira suposta quadrilha no TCE de Mato Grosso; presidente está entre os presos

Uma operação da Polícia Federal, que reuniu mais de 180 agentes, investigou a atuação de uma suposta quadrilha no Tribunal de Contas de Mato Grosso. Segundo as suspeitas, o grupo seria comandado pelo presidente Sérgio Ricardo Almeida, que esteve entre os presos na ação. Outros integrantes do TCE mato-grossense também foram presos.

A operação prendeu, entre outros, o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia e os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke. Também foram presos o servidor Adriangelo Barros Antunes e a secretária executiva Roseli Loss.

O grupo é suspeito de várias ações ilegais, incluindo a suspensão de contratos de fornecedores que não aceitavam pressões para participar do suposto esquema. Também são investigados possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos e diferenças nos pagamentos realizados a empresas.

As suspeitas se ampliaram quando foram detectadas movimentações financeiras consideradas fora do normal, com a possível participação de servidores públicos. A PF apurou saques frequentes em dinheiro e possíveis ligações entre créditos bancários e retiradas feitas nas dependências do Tribunal.

As ordens para desarticular o suposto esquema dentro do TCE foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que também permitiu medidas de quebra de sigilo e sequestro de bens.

O presidente Sérgio Ricardo ficará em prisão especial, assim como os advogados, que têm essa condição prevista no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os demais presos ficarão em prisão comum.

Perguntinha

Na sua opinião, quem tem mais relevância em uma eleição: alguém como Nikolas Ferreira, que tem milhões de seguidores e arrasta multidões por onde passa, com um discurso de direita, ou alguém como André Janones, chamado por seus críticos de radical de esquerda, que vocifera nas redes sociais e ataca seus adversários com todas as armas, incluindo golpes baixos?

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