Netanyahu perde maioria e Israel entra em disputa por novo governo

Bloco do primeiro-ministro ficou com 53 das 120 cadeiras do Parlamento; oposição conquistou 48 e partidos árabes, 19, deixando formação do governo indefinida.

Fonte: Redação g1

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Netanyahu perde maioria e Israel entra em disputa por novo governo
Foto: Yonatan Sindel/Pool via REUTERS e REUTERS/Shir Torem

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  • O bloco liderado por Benjamin Netanyahu perdeu a maioria no Knesset, ficando com 53 das 120 cadeiras, contra 48 do bloco de oposição de Gadi Eisenkot e 19 dos partidos árabes.
  • Com nenhum bloco alcançando sozinho os 61 assentos necessários, Israel entra em um período de negociações que pode envolver apoio de partidos árabes ou um governo de unidade, enquanto Netanyahu segue como primeiro-ministro interino.
  • Os partidos árabes ampliaram sua influência ao conquistar 19 cadeiras, em uma eleição com participação de 77,9%, marcada por acusações de fraude feitas por Netanyahu sem comprovação pelas autoridades eleitorais.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perdeu a maioria no Parlamento de Israel após as eleições realizadas nesta semana. Os resultados finais deixam o país diante de uma nova rodada de negociações políticas para definir quem conseguirá formar o próximo governo.

A coalizão alinhada a Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, enquanto o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot ficou com 48. Os dois partidos árabes somaram outras 19 cadeiras. Para formar uma maioria parlamentar são necessários pelo menos 61 deputados.

Com nenhum dos principais blocos alcançando sozinho esse número, Israel entra agora em um período de negociações que pode envolver acordos, apoio externo de outras legendas ou até uma coalizão mais ampla.

Likud continua como maior partido

Apesar da perda da maioria de sua coalizão, o Likud, de Netanyahu, permaneceu como o maior partido individual do Parlamento, com 27 cadeiras.

O Yashar, liderado por Eisenkot, conquistou 21 assentos. Na sequência aparecem B’Yachad, com 12, e a Lista Conjunta, de representação árabe, com 11.

Os Democratas e o partido árabe Ra’am ficaram com oito cadeiras cada. Yisrael Beytenu, United Torah Judaism e Otzma Yehudit obtiveram sete assentos cada, enquanto Shas e Religious Zionism conquistaram seis cada.

Antes da eleição, o bloco de Netanyahu controlava uma maioria parlamentar. Agora, com 53 cadeiras, precisará buscar novos apoios para permanecer no poder.

Partidos árabes ganham força nas negociações

Um dos principais resultados da eleição foi o crescimento da representação dos partidos árabes.

Juntos, Lista Conjunta e Ra’am conquistaram 19 cadeiras, um resultado que aumenta significativamente o peso dessas legendas nas negociações para a formação de uma maioria.

A oposição liderada por Eisenkot, somada aos partidos árabes, poderia atingir 67 cadeiras. Essa composição, porém, enfrenta obstáculos políticos, já que diferentes integrantes da oposição manifestaram resistência durante a campanha a uma aliança formal com os partidos árabes.

Outra possibilidade discutida é a formação de um governo de unidade envolvendo o Likud e partidos atualmente na oposição. As negociações, contudo, exigiriam concessões de todos os lados e poderiam provocar rupturas nas alianças atuais.

Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino

Enquanto não houver definição sobre o próximo governo, Netanyahu permanece no cargo como primeiro-ministro em caráter de continuidade.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá consultar os partidos representados no novo Parlamento antes de decidir qual líder receberá a primeira oportunidade para tentar montar uma coalizão.

O escolhido precisará demonstrar capacidade de reunir pelo menos 61 parlamentares. Caso as sucessivas tentativas fracassem, Israel poderá enfrentar uma nova eleição.

A nova composição do Parlamento deve ser oficialmente apresentada ao presidente em novembro, e a posse do novo Knesset está prevista para 10 de novembro.

Acusações de fraude entram no debate

A eleição também foi marcada por acusações de irregularidades feitas por Netanyahu contra setores do eleitorado árabe.

Até o momento, porém, as autoridades eleitorais afirmaram não existir base para dizer que houve comprometimento sistemático da integridade da votação. As acusações apresentadas publicamente não vieram acompanhadas de provas de fraude em escala capaz de alterar o resultado nacional.

A participação eleitoral chegou a 77,9% dos eleitores aptos, com mais de 5,7 milhões de votos registrados, segundo os resultados finais divulgados pela Comissão Eleitoral Central.

Com o Parlamento fragmentado, as próximas semanas devem ser marcadas por negociações intensas. Netanyahu parte com o maior bloco, mas sem maioria; Eisenkot depende de uma composição mais ampla para chegar ao governo; e os partidos árabes passam a ocupar posição relevante na definição do futuro político israelense.

 

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