Fragmentação da vegetação nativa no Brasil cresce 45% em 38 anos e ameaça biodiversidade, revela MapBiomas

Estudo do módulo de Degradação divulgado na COP17 aponta que porções preservadas estão menores e mais isoladas; Mata Atlântica e Cerrado são os biomas mais impactados.

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Fragmentação da vegetação nativa no Brasil cresce 45% em 38 anos e ameaça biodiversidade, revela MapBiomas
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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  • Entre 1986 e 2024, o número de fragmentos de vegetação nativa no Brasil cresceu 45%, de 2,35 milhões para 3,41 milhões, enquanto a área total caiu de 287 milhões para 163 milhões de hectares.
  • Os dados do módulo de Degradação do MapBiomas foram apresentados em 29 de outubro de 2026, durante a COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, em Yerevan, na Armênia.
  • A Mata Atlântica lidera em fragmentação, com 1,38 milhão de áreas recortadas (média de 25 hectares), enquanto entre 37 milhões e 102 milhões de hectares de vegetação nativa estão expostos a “áreas de borda” mais vulneráveis.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O total de fragmentos de vegetação nativa isolados pelo desmatamento e pela expansão da agropecuária e da urbanização no Brasil cresceu 45% entre 1986 e 2024. O número de porções recortadas saltou de 2,35 milhões para 3,41 milhões de áreas em 38 anos. Os dados inéditos constam do módulo de Degradação do MapBiomas, apresentado nesta quinta-feira, dia 29 de outubro de 2026, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (COP17), em Yerevan, na Armênia.

Apesar de a área total acumulada desses trechos ter encolhido de 287 milhões de hectares para 163 milhões de hectares (uma redução de 43%), o diagnóstico alerta que a vegetação nativa remanescente ficou mais dividida, menor e ecológica vulnerável. A fragmentação prejudica o fluxo gênico das espécies, dificulta a dispersão de sementes e a locomoção de animais silvestres, elevando os riscos de extinções locais.

A Mata Atlântica lidera em número de recortes, somando 1,38 milhão de fragmentos e com a menor área média por porção do país, registrada em 25 hectares. O Cerrado aparece em segundo lugar, com 957 mil porções isoladas (média de 105 hectares). Na Amazônia, o tamanho médio dos fragmentos despencou 76% no período analisado, caindo de 2,7 mil hectares em 1986 para 662 hectares em 2024, enquanto a quantidade de recortes isolados no bioma subiu 260%.

O relatório também revelou que entre 37 milhões e 102 milhões de hectares de vegetação nativa no país estão expostos às chamadas “áreas de borda” faixas de até 150 metros vizinhas a áreas desmatadas que sofrem com vento excessivo, perda de umidade, assoreamento e maior incidência de queimadas. Cerca de 49% de todos os fragmentos mapeados no território brasileiro concentram-se em apenas cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que mudou na fragmentação da vegetação nativa brasileira nos últimos 38 anos?
A quantidade de fragmentos isolados aumentou 45%, passando de 2,35 milhões para 3,41 milhões, tornando as áreas preservadas menores e mais vulneráveis.

Onde e quando o estudo do MapBiomas foi apresentado oficialmente?
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, durante a COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, em Yerevan, na Armênia.

Quais biomas brasileiros possuem os fragmentos mais reduzidos e impactados?
A Mata Atlântica é o bioma mais afetado, com 1,38 milhão de áreas recortadas (média de 25 hectares), seguida pelo Pampa (média de 81 hectares) e Cerrado (105 hectares).

O que são as “áreas de borda” e qual o impacto na fauna e flora?
São faixas próximas a áreas desmatadas expostas a mais calor, vento e riscos de incêndio, afetando a regeneração do solo, o fluxo genético e a sobrevivência das espécies.

 

Com informações de Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

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