Líder da oposição no Senado admite falta de provas sobre fraude e minimiza carta de Flávio Bolsonaro

Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que republicação com mudança de termo ocorreu por 'erro na confecção' e rechaçou interferência estrangeira na política brasileira.

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Líder da oposição no Senado admite falta de provas sobre fraude e minimiza carta de Flávio Bolsonaro
© Valter Campanato/Agência Brasil

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  • Rogério Marinho minimizou a alteração na carta de Flávio Bolsonaro no X, atribuindo a troca de "presidente eleito" por "líder do Brasil" a um erro de redação.
  • O senador admitiu que nem ele nem o PL têm provas para sustentar acusações de fraude nas eleições de 2026, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva por 64 milhões a 59 milhões de votos.
  • Flávio Bolsonaro deixou o país enquanto é alvo de investigações por suspeita de lavagem de dinheiro em bets e no financiamento do filme Dark Horse, e Marinho rejeitou qualquer intervenção externa no processo político brasileiro.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), deu declarações nesta quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, para comentar a repercussão da saída do candidato derrotado do país e a divulgação de sua carta oficial enviada a apoiadores a partir dos Estados Unidos.

Na primeira versão publicada no perfil oficial da rede social X, Flávio Bolsonaro declarava-se o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, a publicação foi excluída e substituída por um novo documento que alterava o termo para “líder do Brasil”. Em coletiva de imprensa no Congresso Nacional, Rogério Marinho minimizou o episódio e atribuiu a alteração a um falha técnica. “Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. A carta que está no seu Twitter [X], que é a carta oficial, a definitiva, ele se coloca como líder”, declarou o parlamentar.

Ao ser questionado sobre as alegações de fraude nas urnas mencionadas por Flávio, Marinho admitiu expressamente que não há sustentação factual para a acusação. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, afirmou o líder oposicionista, ponderando que as declarações do aliado teriam sido uma forma de “desabafo”.

O ex-candidato do PL viajou para o exterior em meio a investigações em andamento no STF e na Polícia Federal que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online e no financiamento de produções cinematográficas. Sobre o posicionamento do presidente norte-americano Donald Trump que declarou não pretender intervir no cenário nacional, Marinho rechaçou a possibilidade de interferências externas no país: “Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”.

O resultado oficial do segundo turno, homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhecido por observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo próprio partido PL, confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 64 milhões de votos, contra 59 milhões dados a Flávio Bolsonaro.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que disse o líder da oposição, Rogério Marinho, sobre as acusações de fraude eleitoral?
O senador admitiu publicamente que nem ele e nem o partido PL possuem qualquer prova para sustentar a tese de fraude no pleito de 2026.

Como a liderança do PL justificou a alteração na carta divulgada por Flávio Bolsonaro?
Marinho afirmou que a substituição dos termos “presidente eleito” por “líder do Brasil” ocorreu devido a um erro de redação durante a confecção do texto.

Quais investigações pesam contra Flávio Bolsonaro segundo o processo em andamento?
O parlamentar é alvo de inquéritos que apuram suposta lavagem de dinheiro via plataformas de apostas virtuais (bets) e o financiamento do filme Dark Horse.

Qual foi a posição de Rogério Marinho sobre declarações de autoridades estrangeiras?
O parlamentar defendeu a soberania das instituições nacionais e rechaçou qualquer tipo de intervenção externa no processo político interno brasileiro.

 

Com informações de Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

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