Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por venda ilegal de gás de cozinha

Ação conjunta do Gaeco e da Polícia Civil combateu extorsão a comerciantes e monopólio criminoso da venda de botijões de gás na Região Metropolitana.

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Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por venda ilegal de gás de cozinha
© Marcello Casal/Agência Brasil

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  • O Gaeco/MPRJ denunciou em 28 de outubro de 2026 doze integrantes do Comando Vermelho por controlar à força a venda de botijões de gás em comunidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
  • A 2ª Vara Criminal Especializada da Capital expediu mandados de prisão e busca e determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em ativos financeiros ligados aos denunciados e empresas de fachada.
  • Entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, o "Doca", apontado como principal líder em liberdade do CV, acusado de chefiar esquema que extorquia revendedores e inflacionava preços em bairros de Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) denunciou na quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, 12 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O grupo é acusado de controlar compulsoriamente a comercialização e distribuição de botijões de gás de cozinha em diversas comunidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Além do cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em ativos financeiros ligados aos denunciados e às empresas de fachada empregadas no esquema. Entre os alvos da operação e denunciados está Edgar Alves de Andrade, conhecido pelo vulgo de “Doca”, apontado pelas autoridades como o principal líder em liberdade do Comando Vermelho e chefe das operações a partir do Complexo do Alemão.

A investigação foi iniciada após o proprietário de um depósito de gás localizado na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, procurar a polícia para denunciar ameaças de morte e tentativas de sequestro perpetradas pelos criminosos.

Segundo o órgão ministerial, a estrutura operou intensamente entre os anos de 2024 e 2025, estendendo a atuação por bairros e comunidades dos municípios de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e da própria capital fluminense. Os criminosos obrigavam os revendedores locais a adquirir o produto exclusivamente de uma distribuidora credenciada pela facção ou a pagar propinas periódicas para manter as portas abertas. Com o monopólio imposto pela força das armas, os moradores daquelas regiões eram forçados a adquirir o insumo por preços inflacionados.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual valor foi bloqueado pela Justiça do Rio de Janeiro no esquema do gás?
A 2ª Vara Criminal Especializada determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões vinculados aos integrantes da facção e empresas participantes.

Quem é a principal liderança apontada entre os 12 denunciados pelo MPRJ?
Trata-se de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, considerado o chefe em liberdade das ações do Comando Vermelho na capital fluminense.

Em quais municípios a facção exercia o controle violento da venda de gás?
O esquema atingiu comerciantes e moradores dos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói.

Como funcionava a extorsão praticada pelo grupo criminoso contra os revendedores?
Os Comerciantes eram coagidos a comprar o gás de uma distribuidora específica sob o comando do tráfico ou a pagar taxas mensais para evitar invasões e sequestros.

 

Com informações de Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

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