Relatório da Oxfam revela que 0,1% mais rico polui mais que metade da população mundial

Estudo publicado antes da COP31 aponta que super-ricos lucram com a degradação ambiental e com a reconstrução pós-desastres, enquanto a população mais pobre sofre os impactos letais da crise climática.

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Relatório da Oxfam revela que 0,1% mais rico polui mais que metade da população mundial
© Ralf Vetterle/Pixabay

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  • Relatório da Oxfam aponta que os 0,1% mais ricos (cerca de 8 milhões de pessoas) emitem mais carbono do que os 3,5 bilhões que compõem os 50% mais pobres, contribuindo quase 400 vezes mais para ondas de calor extremo.
  • O estudo estima que um ano de emissões do 1% mais rico causará um excedente de 1,9 milhão de mortes por causas térmicas, 78% em países de baixa e média-baixa renda, além de US$ 53 trilhões em prejuízos econômicos globais até 2050 e possível deslocamento de 1 bilhão de pessoas.
  • A Oxfam lançou o índice "Destruir e Reconstruir", que identificou 217 grandes empresas que lucram com setores poluentes e reconstrução pós-desastres, e recomenda taxação da extrema riqueza, de combustíveis fósseis, de bens de luxo poluentes e aumento do financiamento climático para países vulneráveis.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A parcela de 0,1% mais rica da população do planeta grupo composto por aproximadamente 8 milhões de pessoas emite mais poluição por carbono do que os 3,5 bilhões de indivíduos que integram os 50% mais pobres da humanidade. Os dados integram o novo relatório publicado pela organização internacional Oxfam nesta semana, como um alerta prévio para a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP31), programada para ocorrer entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, em Antália, na Turquia.

De acordo com o levantamento, uma única pessoa pertencente a esse topo dos 0,1% mais abastados contribui quase 400 vezes mais para a intensificação de ondas de calor extremo do que um cidadão situado na metade mais vulnerável da população. Além disso, a Oxfam estima que apenas um ano de emissões geradas pelo 1% mais rico causará um excedente de 1,9 milhão de mortes por causas térmicas. Desse total de óbitos, 78% devem ocorrer em nações de renda baixa e média-baixa, embora esses países sejam historicamente responsáveis por apenas 8% das emissões globais de gases de efeito estufa.

O relatório ressalta ainda que as emissões acumuladas desse 1% superior provocarão cerca de US$ 53 trilhões em prejuízos econômicos globais até o ano de 2050. Para a mesma data, a projeção aponta que cerca de 1 bilhão de pessoas poderão ser forçadas a se deslocar em razão do colapso ambiental, afetando majoritariamente o Sul Global.

A entidade também lançou o índice “Destruir e Reconstruir” (Destroy & Rebuild Index), que mapeou 217 grandes empresas e investidores que lucram simultaneamente com setores altamente poluentes como os de combustíveis fósseis e com serviços de resposta, seguros, contenção de emergências e reconstrução de infraestruturas destruídas por eventos climáticos extremos.

Entre as propostas apresentadas pela Oxfam para mitigar a disparidade, estão a criação de tributos sobre a riqueza e renda dos super-ricos, a aplicação de impostos punitivos sobre bens de luxo poluentes (como jatos privados), o aumento do financiamento público para adaptação climática nos países em desenvolvimento e a limitação do poder corporativo sobre a reconstrução e os sistemas de abastecimento durante crises socioambientais.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que revelou o estudo da Oxfam sobre a pegada de carbono dos super-ricos?

O estudo indicou que 0,1% da população mundial (8 milhões de pessoas) gera mais emissões de carbono do que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres.

Onde e quando será realizada a COP31 da ONU citada no relatório?

A COP31 ocorrerá entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, no município de Antália, na Turquia.

O que é o índice “Destruir e Reconstruir” elaborado pela Oxfam?

Trata-se de um indicador que identificou 217 corporações que lucram ao mesmo tempo com indústrias poluentes e com serviços de recuperação e reconstrução pós-desastres climáticos.

Quais foram as principais medidas recomendadas pela entidade para conter a crise?

Taxação da extrema riqueza, tributação de combustíveis fósseis, impostos sobre transporte de luxo poluente e o aumento de doações públicas de financiamento climático para nações vulneráveis.

 

Com informações de Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

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