Ecobarreira retira quase 50 kg de lixo do igarapé Belmont, em Porto Velho

Estrutura instalada pela Prefeitura completa quase um mês de funcionamento e recolhe resíduos, incluindo garrafas PET destinadas à reciclagem pela cooperativa Catanorte.

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Ecobarreira retira quase 50 kg de lixo do igarapé Belmont, em Porto Velho
Fotos: Renata Beccária

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  • A primeira ecobarreira de Porto Velho, instalada no igarapé Belmont, retirou quase 50 quilos de resíduos na limpeza inicial realizada por garis da Sesb.
  • O equipamento, construído por servidores municipais com materiais acessíveis e recicláveis, funciona como projeto-piloto para reter lixo e avaliar manutenção e frequência de limpeza.
  • A Prefeitura pretende ampliar a iniciativa para outros canais da capital, destacando que a ecobarreira é medida complementar e que a conservação dos cursos d’água depende também do descarte correto pelos moradores.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A primeira ecobarreira de Porto Velho retirou quase 50 quilos de resíduos do igarapé Belmont durante a limpeza inicial da estrutura, instalada na rua Silas Shockness, próximo ao Pocket Park Paneiro. O equipamento, que completa quase um mês de funcionamento, foi desenvolvido para reter parte do lixo que chega ao curso d’água e facilitar o trabalho das equipes de limpeza.

A ação foi realizada na semana anterior à divulgação das informações por garis da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Os trabalhadores utilizaram redes para retirar os materiais acumulados. Entre os resíduos, havia garrafas PET, encaminhadas à Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Catanorte para reaproveitamento.

Ecobarreira ajuda a conter resíduos no igarapé Belmont

A estrutura foi instalada como projeto-piloto para avaliar a eficácia desse tipo de equipamento na contenção de resíduos em canais e igarapés da capital. Além de reter parte do lixo transportado pela água, a iniciativa permite observar as necessidades de manutenção e a frequência necessária para a retirada dos materiais acumulados.

O prefeito Léo Moraes destacou que a proposta faz parte das ações municipais voltadas à redução do descarte irregular e à preservação dos cursos d’água.

“Queremos avançar com soluções que ajudem a prevenir o acúmulo de lixo nos canais e contribuam para uma cidade mais limpa. A experiência com essa primeira ecobarreira será importante para orientar a implantação de novas estruturas em outros pontos de Porto Velho”, afirmou.

Segundo o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a primeira limpeza também permitiu avaliar o funcionamento do equipamento e separar materiais que podem ser reciclados.

“A retirada de quase 50 quilos de resíduos mostra como esse tipo de estrutura pode auxiliar as equipes de limpeza no dia a dia. Também conseguimos separar garrafas PET para encaminhamento à reciclagem, dando uma destinação adequada a parte do material recolhido”, declarou.

Estrutura foi construída por servidores municipais

A ecobarreira foi produzida por servidores da Sesb com materiais acessíveis, incluindo itens recicláveis. O projeto contou com a parceria da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV).

O equipamento utiliza galões plásticos com tampas vedadas para garantir a flutuação. Uma rede de nylon, com aproximadamente 1,5 metro de largura, atua na retenção de garrafas, sacolas, embalagens e outros resíduos. Cordas de poliamida e peças de fixação mantêm a estrutura presa às margens do igarapé.

A experiência também servirá para avaliar a possibilidade de instalar equipamentos semelhantes em outros pontos da cidade. A Prefeitura informou que prevê ampliar a iniciativa para outros canais da capital.

Descarte irregular continua sendo um desafio

Porto Velho possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés, segundo as informações divulgadas pela administração municipal. O descarte irregular de resíduos pode comprometer esses ambientes, especialmente quando a chuva transporta lixo das ruas para bueiros e cursos d’água.

A ecobarreira atua como uma medida complementar de contenção, mas não substitui a limpeza dos canais nem o descarte adequado dos resíduos. A conservação desses espaços também depende da participação dos moradores, que devem evitar jogar lixo nas ruas, nos bueiros e nos igarapés.

A continuidade da manutenção e a destinação correta dos materiais recolhidos serão importantes para avaliar os resultados da estrutura e orientar a possível expansão do projeto em Porto Velho.

Com informações de Renata Beccária

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