Dívida Pública Federal atinge R$ 9,29 trilhões em agosto com alta de juros

Indicador oficial divulgado pelo Tesouro Nacional mostra estabilidade no estoque geral, avanço expressivo dos títulos atrelados à taxa Selic e queda na reserva de liquidez.

Publicado em

Dívida Pública Federal atinge R$ 9,29 trilhões em agosto com alta de juros
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

A Dívida Pública Federal (DPF) permaneceu praticamente estável no mês de agosto, encerrando o período no patamar de R$ 9,29 trilhões, o que representou uma elevação nominal de 0,04% em relação ao mês anterior, quando o indicador registrava R$ 9,28 trilhões. Os dados oficiais foram divulgados em 28 pelo Tesouro Nacional. O avanço ocorreu mesmo diante de um cenário em que o governo realizou o resgate de R$ 84,43 bilhões em títulos a mais do que emitiu. No entanto, a incorporação mensal de R$ 88,39 bilhões referentes aos juros incidentes sobre os papéis foi mais do que suficiente para compensar o saldo líquido dos resgates e empurrar o estoque total para cima.

A maior parte do endividamento brasileiro segue concentrada no mercado doméstico. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) apresentou leve recuo de 0,05% em agosto, fechando em R$ 8,94 trilhões. Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou expansão de 2,41%, alcançando R$ 348,26 bilhões, montante que engloba tanto a dívida mobiliária quanto os contratos e financiamentos estrangeiros firmados pelo país. Para o encerramento do exercício de 2026, a projeção oficial mantida pelo Tesouro Nacional aponta que o indicador global deverá se situar em uma faixa entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

Um dos pontos de destaque no relatório mensal foi o avanço na participação dos títulos públicos vinculados diretamente à taxa Selic. A fatia desses papéis subiu de 51,11% em julho para 52,74% ao término de agosto, atingindo o maior patamar histórico mapeado pela instituição. Com essa composição, a estrutura da dívida ficou dividida entre 52,74% em taxa flutuante, 23,22% em títulos indexados à inflação, 20,31% em prefixados e 3,74% em papéis cambiais. O Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que os títulos atrelados à Selic permaneçam entre 49% e 53% ao longo de todo o ano, limite que passou por revisão recente pelo Ministério da Fazenda.

O relatório também apontou melhorias nos prazos de vencimento da dívida pública, cujo prazo médio passou de 4,05 anos para 4,10 anos. Paralelamente, a parcela do endividamento com prazos de resgate curtos, de até 12 meses, encolheu de 18,91% para 16,39%, enquanto o custo médio acumulado em 12 meses avançou de 12,45% para 12,59% ao ano. Já a reserva de liquidez do governo, conhecida popularmente como colchão da dívida, sofreu uma redução nominal de 11,89% em agosto, caindo de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,20 trilhão. Mesmo com a queda, o Tesouro garantiu que o volume atual é plenamente suficiente para cobrir os vencimentos de compromissos por aproximadamente 7 meses.

Perguntas Frequentes

Qual foi o valor total da Dívida Pública Federal ao final de agosto?
A DPF encerrou o mês com o montante de R$ 9,29 trilhões, apresentando uma variação positiva de 0,04% frente a julho.

Qual é a participação dos títulos atrelados à taxa Selic na dívida?
Os papéis de taxa flutuante alcançaram 52,74% do estoque total, registrando o maior nível da série histórica do Tesouro Nacional.

O que provocou o crescimento da dívida mesmo com mais resgates que emissões?
O avanço ocorreu porque a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros mensais superou o efeito de redução gerado pelo resgate líquido de títulos.

 

Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS